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Política

Igreja Católica e posições sobre as eleições presidenciais

Bispos e arquidioceses adotam diferentes posturas em meio ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no Brasil.

Por 2 min de leitura

Igreja Católica e posições sobre as eleições presidenciais
Igreja Católica e posições sobre as eleições presidenciais

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo, lideranças da Igreja Católica no Brasil têm manifestado diferentes posicionamentos sobre o pleito. Enquanto o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e diversas arquidioceses mantêm uma postura de apelo à democracia sem indicar preferências partidárias, grupos de bispos assinaram cartas públicas com críticas diretas a candidaturas específicas.

Um grupo de mais de 60 bispos e arcebispos católicos de várias regiões do país divulgou um documento intitulado "Carta de Bispos Católicos ao Povo de Deus diante do Segundo Turno das Eleições Presidenciais de 2026". O texto aponta incompatibilidades entre as propostas de um dos candidatos e a Doutrina Social da Igreja, mencionando temas como direitos trabalhistas, soberania nacional, política ambiental e respeito às instituições democráticas.

A carta dos bispos faz referência à encíclica "Magnifica Humanitas", argumentando que o momento exige posicionamento à luz do Evangelho. Entre os signatários estão nomes como Dom Benedito Araújo, da Diocese de Campo Maior (PI), além de bispos de outras regiões. O documento também aponta que a outra candidatura manteve responsabilidade com os mais pobres e agiu dentro dos limites da ordem democrática.

Em contrapartida, a Arquidiocese de Cuiabá adotou uma linha de estrita neutralidade. Em mensagem divulgada nas redes sociais, o administrador arquidiocesano, padre Deusdedit Monge de Almeida, lembrou que a Igreja não se identifica com nenhum sistema político, mas ilumina todos eles com valores cristãos. Citando o Concílio Vaticano II e a Doutrina Social da Igreja, ele classificou o voto como um dever moral e um ato fundamental de cidadania.

Na mesma direção, a mensagem oficial do Conselho Permanente da CNBB, divulgada dias antes da votação, evitou citar candidatos e reforçou a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. O texto da entidade máxima do episcopado brasileiro classificou como práticas inadmissíveis a pressão sobre eleitores e a negociação de votos, orientando a população a avaliar a trajetória e os compromissos democráticos dos concorrentes.

Enquanto o debate eleitoral mobiliza o episcopado, a CNBB também atua em âmbito internacional e pastoral. A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da entidade participou do Congresso Internacional de Pastoral Escolar e Universitária, realizado no Vaticano. O evento reuniu representantes para discutir novos eixos do Pacto Educativo Global e diretrizes para a formação humana e cristã nas instituições de ensino.

Fontes consultadas

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