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Economia

Fim da escala 6x1 é aprovado por 66,2% dos brasileiros, aponta pesquisa

Levantamento do BTG-Nexus divulgado nesta segunda-feira revela a recepção popular ao novo modelo de jornada de trabalho promulgado pelo Congresso Nacional.

Por 2 min de leitura

Fim da escala 6x1 é aprovado por 66,2% dos brasileiros, aponta pesquisa
Fim da escala 6x1 é aprovado por 66,2% dos brasileiros, aponta pesquisa

Após o Congresso Nacional promulgar a emenda que encerra o modelo de trabalho de seis dias de atividade e um de descanso, 66,2% dos eleitores brasileiros declararam aprovar a medida, de acordo com pesquisa do BTG-Nexus divulgada nesta segunda-feira. O levantamento aponta que 26,4% da população desaprovam a mudança, enquanto 7,4% não souberam ou preferiram não responder.

A promulgação da Emenda Constitucional ocorreu em sessão solene na última sexta-feira e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a nova legislação, o país adota a jornada 5x2, que garante dois dias de descanso semanal e estabelece a redução gradual da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, sem prejuízo aos salários.

O impacto da mudança varia conforme a ocupação dos entrevistados. Entre os trabalhadores domésticos, o índice de aprovação chega a 81,7%, seguido por empregados do setor público, com 75,9%. Já entre os empregados do setor privado, a aprovação é de 67,3%. Por outro lado, entre os empresários, o cenário se inverte: 56,0% desaprovam a transição, enquanto 36,1% a apoiam.

A pesquisa também avaliou se a posição dos candidatos à presidência em relação ao tema influenciaria o voto no segundo turno. Entre os eleitores favoráveis ao fim da escala 6x1, 62,4% afirmaram que o voto não seria alterado caso o seu candidato rejeitasse a pauta. No grupo dos que desaprovam a alteração, a fidelidade eleitoral é ainda maior, com 89,2% declarando que manteriam o voto independentemente do apoio do candidato à medida.

Entre os eleitores declarados de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o apoio à nova regra atinge 91,4%, com apenas 5,3% de desaprovação. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, a divisão é mais evidente: 48,6% desaprovam o fim da escala, enquanto 41,1% demonstram aprovação.

O cronograma para a implementação das novas regras prevê que, 60 dias após a promulgação, os trabalhadores já tenham direito a dois dias de descanso semanal e a uma jornada máxima reduzida para 42 horas. Posteriormente, após 14 meses da promulgação, o limite semanal cairá definitivamente para 40 horas, permitindo acordos e convenções coletivas durante o período de transição.

Fontes consultadas

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