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Política

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaportes por ordem do STF

Senador foi abordado em Brasília e está proibido de deixar o país após decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaportes por ordem do STF
Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaportes por ordem do STF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. A medida cautelar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um dia após o parlamentar ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial.

Segundo o relato do senador em vídeo publicado nas redes sociais, a abordagem dos agentes ocorreu no meio da rua, na porta da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, situada no Lago Sul, em Brasília, enquanto ele saía do local após uma visita matinal. Flávio declarou que a decisão judicial teve como base uma manifestação feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro, na qual teria sugerido que o parlamentar deixasse o país em caso de derrota eleitoral.

O parlamentar negou ter planejado deixar o território nacional e contestou os fundamentos da medida. "Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", afirmou, acrescentando que irá cumprir a determinação da Justiça.

A defesa do senador e aliados apontam motivações políticas na decisão, criticando o momento em que a medida foi adotada, logo após o encerramento do pleito. Por outro lado, investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal já colocam o parlamentar no escopo de apurações distintas, incluindo inquéritos que envolvem suspeitas de movimentações financeiras atípicas e o financiamento de produções cinematográficas.

Além da restrição de circulação imposta pela Suprema Corte, o senador manifestou insatisfação com o resultado das urnas e anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito e a cassação da chapa vencedora. Ele alegou interferências externas e criticou mudanças nas regras de votação ocorridas durante o processo eleitoral, embora não tenha apresentado documentos ou provas materiais para fundamentar as acusações de fraude.

Com o encerramento iminente de seu mandato no Senado Federal previsto para o início de 2027, o futuro político e jurídico do parlamentar permanece no centro das atenções em Brasília. O cenário inclui tanto os desdobramentos dos inquéritos em curso na maior corte do país quanto as novas contestações judiciais apresentadas por sua campanha contra o resultado das eleições presidenciais.

Fontes consultadas

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