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Política

Flávio Bolsonaro escala Moro e Dallagnol para tentar desestabilizar Lula

Estratégia do candidato do PL envolveu a presença de figuras centrais da Operação Lava Jato em debates eleitorais e acirrou o clima político.

Por 3 min de leitura

Flávio Bolsonaro escala Moro e Dallagnol para tentar desestabilizar Lula
Flávio Bolsonaro escala Moro e Dallagnol para tentar desestabilizar Lula

O candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, adotou uma estratégia de confronto direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao convidar o senador Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol para comporem a primeira fila da plateia em um debate político transmitido pela Band. A escolha teve como objetivo principal tentar desestabilizar o atual mandatário, resgatando o histórico de at atuação de ambos durante a Operação Lava Jato, força-task que levou à condenação e prisão do petista anos atrás.

Tanto Moro quanto Dallagnol tiveram papéis determinantes nos processos da Lava Jato que culminaram na prisão de Lula entre os anos de 2018 e 2019. Enquanto Moro atuou como o juiz responsável pela sentença condenatória em primeira instância no caso do tríplex do Guarujá, Dallagnol integrou a equipe de procuradores do Ministério Público Federal no Paraná. Nas articulações políticas recentes, ambos conquistaram mandatos eletivos no estado paranaense.

A presença dos antigos expoentes da Lava Jato gerou reações duras por parte de Lula. Em participações recentes em podcasts e entrevistas de campanha, o presidente elevou o tom contra seus opositores e utilizou termos severos para qualificar a atuação dos dois aliados de Flávio Bolsonaro, afirmando publicamente que buscou enfrentar o que classificou como infâmias jurídicas durante o período em que esteve detido.

O embate político também foi marcado por trocas de acusações diretas sobre trajetórias e biografias públicas. Em declarações recentes a influenciadores, Lula criticou a trajetória política de seu adversário no pleito presidencial, afirmando que o candidato do PL carece de conteúdo programático e atribuindo sua longevidade em cargos públicos ao apoio de grupos ligados ao crime organizado no Rio de Janeiro, o que inclui antigas suspeitas de vínculos com milicianos.

As acusações em torno de conexões com milícias ganharam novos desdobramentos após investigações revelarem o repasse de recursos de emendas parlamentares destinadas pelo gabinete de Flávio Bolsonaro a projetos associados a figuras investigadas ou condenadas por crimes no estado fluminense. A Polícia Federal encontrou indícios de desvios e conversas registradas em aplicativos de mensagens que motivaram apurações sobre a destinação das verbas públicas.

Por sua vez, a defesa e os aliados do candidato do PL negam enfaticamente qualquer tipo de envolvimento irregular com organizações criminosas, argumentando que as homenagens e honrarias prestadas no passado tinham o intuito de valorizar agentes de segurança pública que atuavam na legalidade. O cenário eleitoral segue polarizado, com confrontos frequentes sobre o passado judicial dos principais concorrentes à Presidência da República.

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