Foguete chinês cria efeito de água-viva no céu
Lançamento de satélite no Centro de Taiyuan gerou nuvem luminosa visível a grandes distâncias.
O lançamento de um foguete Longa Marcha 6A na China resultou em uma formação luminosa conhecida como água-viva espacial no céu. A operação ocorreu em 26 de outubro de 2026 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan e teve como objetivo colocar em órbita terrestre baixa o satélite Yaogan-50 03.
O artefato faz parte da série chinesa Yaogan, oficialmente vinculada à observação remota da Terra, embora a finalidade específica do equipamento não tenha sido detalhada publicamente pelas autoridades do país. O veículo lançador utilizado no procedimento é desenvolvido pela Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China e emprega propulsores auxiliares movidos a combustível sólido.
Logo após a decolagem, observadores em solo e passageiros de aeronaves registraram imagens da nuvem brilhante, cujos filamentos se estenderam pelo firmamento e rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais. A estrutura luminosa chamou a atenção pela estética peculiar que remete ao animal marinho.
Esse tipo de fenômeno visual ocorre devido à expansão dos gases expelidos pelos propulsores do foguete em grandes altitudes. Ao atingirem camadas mais altas da atmosfera, esses gases passam a refletir a luz solar.
O efeito torna-se visível porque, enquanto a superfície terrestre já se encontra na penumbra ou no escuro para quem observa do solo, a alta atmosfera continua iluminada pelos raios solares, criando o contraste luminoso característico.
Especialistas apontam que a visibilidade desse espetáculo visual depende de fatores rigorosos, como a altitude atingida pelo veículo, as condições exatas de iluminação no momento do voo e a posição geográfica dos observadores.
Por essa razão, a impressionante formação em formato de água-viva não ocorre em todos os lançamentos espaciais e pode acabar sendo avistada apenas por pessoas localizadas a grandes distâncias do ponto original de partida.