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Economia

Governo bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no país

Ações ocorrem em meio ao encerramento das atividades das bets autorizadas e preveem a devolução de bilhões de reais aos usuários.

Por 3 min de leitura

Governo bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no país
Governo bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no país

O governo federal informou na terça-feira (6) que pediu o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde o dia 25 de setembro, data em que as atividades das chamadas bets foram proibidas no Brasil. A ofensiva, conduzida por órgãos como o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda, ocorre paralelamente ao desligamento das plataformas que operavam com autorização até a última segunda-feira (5).

De acordo com balanço oficial divulgado pelas autoridades, a média diária de páginas encaminhadas para bloqueio desde o início da proibição é de aproximadamente 1.103 sites. Além dos endereços eletrônicos, o governo solicitou a remoção de conteúdos em redes sociais e aplicativos de mensagens, incluindo 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais e grupos no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a proibição e a retirada das plataformas do ar representam uma alteração significativa no destino financeiro das famílias brasileiras. Segundo estimativas da pasta, havia uma saída diária entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões da poupança popular em direção aos sites de apostas, montante que agora permanece com os cidadãos.

A terça-feira marcou o primeiro dia sem a operação regular das empresas de apostas que possuíam autorização para funcionar no país, em cumprimento ao cronograma estabelecido por medida provisória. O prazo para que os apostadores resgatassem voluntariamente os recursos de forma direta encerrou-se às 23h59 de segunda-feira. Com o término do prazo, as plataformas agora têm até quarta-feira (7) para repassar às instituições financeiras os saldos remanescentes vinculados aos CPFs dos usuários.

O montante total que aguarda devolução aos apostadores é de R$ 1,325 bilhão, distribuído entre cerca de 26,5 milhões de pessoas, embora uma fonte divergente mencione estimativas de R$ 1,7 bilhão para 23 milhões de usuários. Do total de registros, 86,2 milhões de contas possuem valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. O número expressivo de contas em relação ao total de apostadores decorre da prática de cadastros múltiplos em diferentes plataformas.

Apesar do grande volume de contas com quantias irrisórias, o governo apontou uma forte concentração de capital. Conforme detalhado pelo ministro Dario Durigan, cerca de 1% dos apostadores, equivalente a aproximadamente 200 mil pessoas, concentra 80% do saldo pendente de resgate. Outro dado indica que 3,4% dos usuários detêm cerca de 90% dos recursos retidos nas plataformas.

O cronograma oficial de restituição estabelece que, entre os dias 9 e 14 de outubro, os bancos realizem a devolução automática dos valores diretamente nas contas cadastradas pelos apostadores. Caso ocorram impedimentos operacionais para o repasse pelas instituições financeiras tradicionais, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.

Por fim, o Ministério da Fazenda informou que cerca de 40 contas com saldos elevados, superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, serão submetidas a investigações aprofundadas. O objetivo da apuração é verificar a possível ocorrência de crimes de lavagem de dinheiro e eventuais conexões com organizações criminosas, em um trabalho conduzido paralelamente às medidas de bloqueio e devolução de valores.

Fontes consultadas

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