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Política

Governo busca acelerar definição de nome para vaga em aberto no STF

Recém-reeleito, o presidente Lula poderá indicar até quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal até o fim do novo mandato.

Por 2 min de leitura

Governo busca acelerar definição de nome para vaga em aberto no STF
Governo busca acelerar definição de nome para vaga em aberto no STF

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva articula com o Congresso para acelerar a definição de um novo nome que preencha a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. O processo exige intensa negociação política com o Senado Federal, que tem a prerrogativa de aprovar as indicações presidenciais para a mais alta corte do país.

A necessidade de articulação ocorre em um cenário desafiador para o Palácio do Planalto. Em abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Barroso, marcando a primeira vez em mais de um século que os senadores negaram aval a um indicado presidencial para o tribunal. Especialistas apontam que o perfil majoritariamente oposicionista da Casa exigirá cautela e diálogo constante por parte do Executivo.

Além da cadeira atualmente desocupada, o novo mandato presidencial, que se encerra em janeiro de 2031, prevê a substituição de três magistrados que atingirão a idade-limite de aposentadoria compulsória de 75 anos. Luiz Fux deixará o cargo em abril de 2028, seguido por Cármen Lúcia em abril de 2029 e pelo decano Gilmar Mendes no final de dezembro de 2030. No total, as quatro vagas representam a possibilidade de renovação de aproximadamente 36% do colegiado.

A sucessão de mudanças na composição da Corte tem gerado debates sobre o formato de escolha dos ministros. Durante a campanha eleitoral, Lula defendeu a criação de um conselho e o envolvimento da sociedade civil no processo de seleção, além da instituição de mandatos com tempo determinado para os integrantes do tribunal, com o objetivo de ampliar a credibilidade do Poder Judiciário.

Para alcançar o STF, os indicados precisam atender a requisitos constitucionais como ter entre 35 e 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. Após o anúncio oficial pelo Executivo, o candidato passa por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e precisa do voto favorável da maioria absoluta dos parlamentares em plenário.

Diante das dificuldades enfrentadas na última votação legislativa, analistas avaliam que o governo poderá priorizar nomes de perfil estritamente técnico e sem forte viés político-partidário para facilitar a construção de consensos e garantir a aprovação dos futuros ministros no Congresso.

Fontes consultadas

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