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Governo de Israel critica concessao do Premio Nobel da Paz a Navi Pillay

Executivo israelense afirmou que a escolha da jurista sul-africana legitima o odio contra o pais, enquanto o comite noruegues destacou sua atuacao em defesa dos direitos humanos.

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Governo de Israel critica concessao do Premio Nobel da Paz a Navi Pillay
Governo de Israel critica concessao do Premio Nobel da Paz a Navi Pillay

O governo de Israel manifestou severas criticas nesta sexta-feira apos o anuncio da concessao do Premio Nobel da Paz a jurista sul-africana Navi Pillay. A premiacao gerou forte repercussao internacional devido ao historico de atuacao da profissional em comissoes de investigacao da Organizacao das Nacoes Unidas (ONU) voltadas para o conflito nos territorios palestinos.

A administracao israelense utilizou redes sociais para atacar a decisao do comite, comparando o impacto da escolha a propaganda historica do regime nazista. Por outro lado, o Comite Norueguês do Nobel defendeu a escolha de Pillay, de 85 anos, destacando sua longa trayectoria na defesa de direitos fundamentais e na busca por responsabilizacao em casos de crimes internacionais.

O presidente do comite responsavel pela premiação apontou que o trabalho liderado por Pillay em comissoes anteriores foi um fator de grande relevancia na escolha. Em setembro do ano passado, a comissao chefiada por ela concluiu que as acoes militares israelenses na regiao de Gaza configuravam genocidium, segundo os termos estabelecidos pela convencao internacional de 1948.

O relatorio elaborado pelo grupo detalhou inumeras baixas civis decorrentes de bombardeios intensos em zonas altamente densas, alem da destruicao sistematica de infraestruturas essenciais, como unidades hospitalares, centros educacionais e locais de culto religioso. A comissao argumentou que tais atos buscavam apagar a identidade palestina na regiao.

Autoridades de Israel rejeitaram veementemente as acusacoes contidas no documento, classificando-as como falsas e sustentando que as operacoes militares tem como unico objetivo o combate ao grupo extremista Hamas. Representantes do governo israelense argumentaram na epoca que a faccao palestina foi a verdadeira responsavel por tentar cometer atos genocidas contra civis em territorio israelense.

A trajetoria de Navi Pillay tambem inclui atuacoes marcantes como alta comissaria da ONU para os Direitos Humanos e juiza em tribunais internacionais voltados para o julgamento de crimes graves, como o genocidium ocorrido em Ruanda em 1994. Ela tambem ganhou destaque historico na juventude por atuar na defesa legal de opositores ao regime de apartheid na Africa do Sul, incluindo figuras proeminentes como Nelson Mandela.

Fontes consultadas

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