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Governo Trump abre investigação criminal sobre eleitores na Califórnia

Ação do Departamento de Justiça ocorre a poucos dias das eleições de meio de mandato e é classificada como intimidação por autoridades locais.

Por 3 min de leitura

Governo Trump abre investigação criminal sobre eleitores na Califórnia
Governo Trump abre investigação criminal sobre eleitores na Califórnia

A poucos dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump abriu uma investigação criminal na Califórnia para apurar a suposta inscrição de milhares de estrangeiros como eleitores. A acusação é feita pelo governo federal sem a apresentação de provas. Como parte da apuração, funcionários eleitorais do condado de Los Angeles receberam intimações para depor diante de um grande júri federal logo após o período de votação.

A investigação no estado mais populoso do país faz parte de um esforço mais amplo da gestão republicana para retratar o pleito em redutos democratas como fraudado. As intimações exigem cópias de comunicações internas, registros sobre métodos de triagem de votos e esforços para impedir a contagem de votos de não cidadãos. Antes disso, a promotoria já havia solicitado cadastros de pessoas sob suspeita de não possuírem a cidadania exigida para votar.

O registrador do condado de Los Angeles, Dean Logan, classificou as medidas como uma tática de intimidação. Segundo ele, o Departamento de Justiça tem adotado uma postura de confronto, enquanto os funcionários eleitorais atuam em estrita conformidade com as leis estaduais e federais. Uma porta-voz do órgão federal não comentou as intimações, mas lembrou que autoridades locais e um juiz federal haviam defendido recentemente o tratamento de casos de voto ilegal por vias criminais.

Na semana passada, o governo Trump entrou com uma ação judicial para impedir que a Califórnia contasse os votos de cerca de 20 mil pessoas apontadas como prováveis não cidadãs americanas. Autoridades estaduais rebateram, argumentando que os dados federais utilizados são não confiáveis e que alterações no cadastro eleitoral não deveriam ser feitas de última hora.

O juiz federal David O. Carter rejeitou o pedido do governo e afirmou que as medidas demonstram uma ampla tentativa de interferência eleitoral. Na avaliação do magistrado, os eleitores inscritos no estado não devem ser privados de um direito fundamental devido a acusações infundadas originadas de um processo marcado por incertezas e erros. O Departamento de Justiça recorreu da decisão.

Enquanto isso, a poucos dias do pleito em que os republicanos enfrentam um cenário eleitoral adverso e a possibilidade de os democratas retomarem o controle do Congresso, investigações similares também avançam em outros estados. No Alasca, autoridades federais emitiram intimações para apurar um suposto esforço de democratas para recrutar um candidato com o mesmo nome de um senador republicano concorrente, com o objetivo de dividir votos na disputa.

Fontes consultadas

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