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Economia

Ibovespa opera em alta e dólar recua de olho em pesquisas eleitorais

Investidores avaliam o cenário político e os impactos da inflação e das commodities na bolsa brasileira.

Por 2 min de leitura

Ibovespa opera em alta e dólar recua de olho em pesquisas eleitorais
Ibovespa opera em alta e dólar recua de olho em pesquisas eleitorais

O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira, registrando avanço de quase 1% nas primeiras negociações, enquanto o dólar opera em queda, cotado na faixa de R$ 5,04. O principal índice da B3 é impulsionado pelo desempenho positivo de ações do setor varejista, bancos e mineradoras, refletindo a alta do minério de ferro no mercado internacional e a repercussão da reta final da corrida presidencial.

A semana é decisiva para os mercados devido à proximidade do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo. Novas pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta segunda-feira mostram um cenário de acirrada disputa e empate técnico entre os candidatos ao Palácio do Planalto, aumentando a volatilidade dos ativos financeiros e exigindo cautela por parte dos investidores na Faria Lima.

Analistas apontam que, independentemente da disputa nas urnas, a atenção do mercado financeiro permanece concentrada na responsabilidade fiscal, na previsibilidade das contas públicas e nas diretrizes da equipe econômica. O primeiro debate televisivo entre os postulantes ao cargo, realizado no último final de semana, teve impacto limitado sobre os preços, deixando o protagonismo para os levantamentos estatísticos.

Na ponta oposta do índice, as ações da Petrobras registram recuo, acompanhando a forte baixa nos preços do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent opera em queda expressiva, refletindo tensões e expectativas globais sobre a demanda pela commodity energética.

No cenário macroeconômico doméstico, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central trouxe novas projeções para o mercado. A mediana das expectativas para a inflação medida pelo IPCA em 2027 subiu levemente para 4,32%, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto para os próximos anos apresentou ajustes para baixo, mantendo o desafio para a trajetória da taxa Selic.

O ambiente externo também entra no radar dos negócios, com os investidores avaliando a divulgação de indicadores econômicos na Ásia e os desdobramentos de protestos na Europa. Na China, o crescimento do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre superou as previsões iniciais, aliviando pressões sobre a demanda por commodities metálicas exportadas pelo Brasil.

Fontes consultadas

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