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Economia

Ibovespa fecha em forte queda e acumula pior mês desde 2022

Bolsa brasileira recua com incertezas políticas após vitória eleitoral e ajuste nas projeções econômicas.

Por 3 min de leitura

Ibovespa fecha em forte queda e acumula pior mês desde 2022
Ibovespa fecha em forte queda e acumula pior mês desde 2022

O Ibovespa encerrou o pregão em forte baixa nesta quarta-feira, recuando 2,68% e fechando aos 171.006 pontos, com um volume financeiro que somou R$ 41,8 bilhões. A sessão refletiu um cenário de cautela generalizada nos mercados financeiros brasileiros, impulsionado por incertezas econômicas e pelo ajuste de expectativas após o resultado das eleições presidenciais.

No câmbio, o dólar à vista registrou leve baixa de 0,19% no dia, cotado a R$ 5,3402, após oscilar entre R$ 5,3116 e R$ 5,3992. No entanto, no acumulado do mês, a moeda americana teve uma valorização expressiva de 5,20% sobre o real, encerrando sessões anteriores em patamares elevados devido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um resultado que contrariou parte das expectativas iniciais do mercado.

O desempenho mensal do principal índice da bolsa brasileira foi o pior desde junho de 2022. O Ibovespa acumulou uma queda de 9,88% em outubro, apagando os ganhos obtidos no mês anterior e fechando o último pregão do período aos 167.921,80 pontos. O movimento de liquidação generalizada evidenciou a preocupação dos investidores com as futuras diretrizes fiscais e econômicas do país.

Entre as maiores baixas registradas no Ibovespa na quarta-feira, destacaram-se papéis de diversos setores. A Cosan despencou 12,31% a R$ 2,35, seguida pela Vamos com queda de 11,34% a R$ 2,58, e pela Cogna, cujos ativos recuaram 10% para R$ 1,72. Completaram o grupo de maiores perdas do dia a Azzas 2154, com retração de 9,64%, e a Minerva, com baixa de 9,40%.

Na ponta oposta, as maiores altas do pregão foram lideradas pela Marfrig, que avançou 2,82% a R$ 16,53. Outros destaques positivos incluíram a TIM, com ganho de 2,26%, a Weg, que subiu 2,25%, a Prio, com alta de 1,80%, e a Hapvida, registrando valorização de 1,67%.

O cenário macroeconômico também sofreu atualizações com a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central, que elevou a projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 de R$ 5,05 para R$ 5,34. A mediana para a taxa Selic no encerramento de 2026 subiu de 13,25% para 13,50%, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto para o mesmo ano foi revisada de 1,80% para 1,76%.

No exterior, os investidores repercutiram a decisão do Federal Reserve de manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,75% a 4% ao ano. Os índices de Nova York fecharam em alta pelo terceiro pregão consecutivo, com o S&P 500 subindo 0,28% e o Nasdaq Composite avançando 0,27%, enquanto Wall Street aguardava novos balanços corporativos.

Fontes consultadas

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