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Economia

IPC-S sobe 0,32% em outubro e acumula alta de 4,14% em 12 meses

Indicador divulgado pelo FGV Ibre mostra desaceleração da inflação na passagem de setembro para outubro.

Por 2 min de leitura

IPC-S sobe 0,32% em outubro e acumula alta de 4,14% em 12 meses
IPC-S sobe 0,32% em outubro e acumula alta de 4,14% em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou avanço de 0,32% na quarta quadrissemana de outubro, conforme os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Com o resultado da leitura final do mês, o indicador passou a acumular uma alta de 4,14% no período de 12 meses.

O resultado de outubro representou uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice havia apresentado uma taxa de 0,67%. Ao longo de outubro, o comportamento do indicador passou por diferentes variações nas quadrissemanas, marcando 0,39% na primeira leitura, 0,46% na segunda, e repetindo 0,46% na terceira quadrissemana.

Na apuração final do mês, seis das oito classes de despesa que compõem o índice registraram um decréscimo em suas taxas de variação. Essa retração generalizada sinaliza uma perda de força nas pressões inflacionárias que impactam o orçamento das famílias brasileiras em diversos segmentos de consumo.

A principal contribuição para o arrefecimento do índice geral partiu do grupo Habitação. A taxa de variação dessa categoria, que havia sido de 0,16% na terceira quadrissemana, passou para um terreno negativo de -0,16% na leitura final de outubro, ajudando a conter a alta do custo de vida.

Outros importantes setores do consumo doméstico também apresentaram taxas menores na passagem de período. O grupo Alimentação desacelerou de 1,08% para 0,85%, enquanto Transportes recuou de 0,34% para 0,19%. O setor de Vestuário foi de 0,28% para 0,13%, e Saúde e Cuidados Pessoais teve uma variação mais estável, passando de 0,28% para 0,27%.

As Despesas Diversas mantiveram trajetória de leve oscilação negativa, passando de -0,02% para -0,03% na leitura final do mês. Por outro lado, o movimento de baixa não foi unânime entre todas as classes de despesa pesquisadas pelo levantamento.

Na direção contrária aos demais setores, o grupo Educação, Leitura e Recreação apresentou aceleração, com sua taxa passando de 0,90% para 1,05%. O segmento de Comunicação também registrou uma alta muito discreta, avançando de 0,02% para 0,03% no encerramento do mês de outubro.

Fontes consultadas

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