Preços da gasolina variam no Brasil e se mantêm estáveis em El Salvador
Enquanto o mercado brasileiro monitora impactos de tributos e do petróleo, o governo salvadorenho congela os valores de referência por mais uma quinzena.
A gasolina registrou alta de 0,92% no IPCA-15 divulgado recentemente, pressionando a prévia da inflação brasileira, ao passo que em El Salvador os preços de referência dos combustíveis permanecerão sem alterações até o dia 9 de novembro de 2026.
No Brasil, o avanço ocorreu mesmo com a redução de impostos federais implementada pelo governo. Especialistas apontam que a desoneração evitado uma alta ainda maior, embora o impacto completo nas bombas dependa de estoques, datas de reposição e da dinâmica internacional.
O economista do FGV/Ibre, André Braz, e a professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, avaliam que a janela de coleta limitou o efeito da medida no índice atual, sendo possível que novos reflexos apareçam nos próximos indicadores econômicos.
Outro fator de atenção no cenário global é a cotação do petróleo Brent, que superou os US$ 116 o barril, atingindo o maior patamar em seis meses. Analistas ressaltam, contudo, que não existe uma relação automática entre a variação do petróleo bruto e o reajuste imediato nas bombas, já que entram na conta o câmbio e as decisões das refinarias.
Por outro lado, em El Salvador, a Direção Geral de Energia, Hidrocarburos e Minas determinou que a gasolina superior, a regular e o diésel mantenham os mesmos valores da quinzena anterior em todas as regiões do país, acumulando três períodos consecutivos de estabilidade.
Apesar de o mercado internacional enfrentar incertezas ligadas a interrupções no transporte de petróleo pelo estrecho de Ormuz e à queda contínua nos inventários norte-americanos, as autoridades salvadorenhas atribuíram a manutenção dos preços ao manejo do mercado interno.
Com essa decisão, a gasolina superior continuará acima de US$ 5 por galão nas zonas central, ocidental e oriental do território salvadorenho, servindo como referência para motoristas e empresas locais.
Enquanto os consumidores salvadorenhos desfrutam de preços congelados, o mercado brasileiro segue atento aos desdobramentos futuros sobre a duração dos benefícios tributários e o comportamento das cotações internacionais de energia.