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Economia

Irani registra alta de até 37,5% no lucro líquido do terceiro trimestre

Fabricante de papéis e embalagens alcançou receita recorde de R$ 456,6 milhões no período, impulsionada pelo avanço nas vendas de papelão ondulado.

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Irani registra alta de até 37,5% no lucro líquido do terceiro trimestre
Irani registra alta de até 37,5% no lucro líquido do terceiro trimestre

A Irani Papel e Embalagem encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido contábil de R$ 56,5 milhões, o que representa uma alta de 34,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto algumas fontes apontam o crescimento do lucro em 34,3% para as operações continuadas, outras registram a alta em 37,5% na mesma base de comparação anual, impulsionada principalmente pela valorização contábil de ativos biológicos.

A fabricante de papéis e embalagens alcançou uma receita líquida recorde de R$ 456,6 milhões no período, registrando um avanço de 5,3% frente ao terceiro trimestre de 2025. O desempenho foi favorecido pelo aumento de 11,5% nas vendas de papelão ondulado, que somaram 47,7 mil toneladas, elevando a participação da companhia nesse mercado de 3,8% para 4,3%.

O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado somou R$ 152,0 milhões, alta de 3,9% na comparação anual, com margem Ebitda ajustada de 33,3%. O Ebitda total da companhia atingiu R$ 171,9 milhões, avançando 17,8% em um ano. Já o lucro líquido recorrente, que exclui efeitos não-caixa como a reavaliação do patrimônio florestal, ficou em R$ 39,6 milhões, apresentando alta de 1,9%.

A produção total de papéis para embalagens sustentáveis chegou a 85.175 toneladas, um crescimento de 5,4% que refletiu a intensificação da operação e o aumento gradual da produção após a reforma da Máquina de Papel 05, integrante do Projeto Gaia XI. A companhia explicou que grande parte dessa produção passou a abastecer prioritariamente a fabricação interna de papelão ondulado.

No aspecto financeiro, a dívida líquida da empresa encerrou o trimestre em R$ 991,5 milhões, apresentando queda de 7,7% em relação ao trimestre anterior. A posição de caixa da companhia saltou para R$ 1,5 bilhão ao término de setembro, registrando um crescimento de 79,7% sobre os R$ 832,6 milhões registrados no final do segundo trimestre, fruto de uma estratégia de gestão de dívidas e captação de recursos.

O presidente da companhia, Odivan Cargnin, avaliou positivamente o desempenho trimestral e destacou que as ações de reforço de caixa visaram preparar a empresa para o cenário futuro. O executivo também pontuou que o ambiente de investimentos dependerá das diretrizes econômicas voltadas para o controle da inflação e a redução da taxa de juros no país.

Além dos resultados operacionais e financeiros, a companhia informou que avalia os impactos e as alternativas para adequar jornadas e escalas de trabalho em conformidade com a Emenda Constitucional promulgada em outubro de 2026, que estabeleceu a redução gradual da jornada máxima semanal sem diminuição salarial.

Fontes consultadas

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