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Brasil

Itaipu abre dez comportas de vertedouro e libera grande volume de água

Medida adotada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu serve para controlar o nível do reservatório após fortes chuvas na região de Foz do Iguaçu.

Por 2 min de leitura

Itaipu abre dez comportas de vertedouro e libera grande volume de água
Itaipu abre dez comportas de vertedouro e libera grande volume de água

A Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, abriu dez comportas do seu vertedouro para realizar o escoamento do excesso de água acumulado no reservatório. A operação ocorre após o registro de fortes chuvas na região, com o objetivo de manter a segurança operacional da estrutura.

Enquanto algumas fontes mencionam a abertura de seis comportas na calha esquerda, reportagens recentes apontam a abertura de até dez comportas, englobando a calha esquerda e a calha central da estrutura. No total, o vertedouro da usina conta com três calhas e 14 comportas.

O volume de água liberado varia entre 10,7 milhões e 11,4 milhões de litros por segundo, de acordo com as atualizações informadas. Essa vazão equivale a cerca de sete vezes o volume médio das Cataratas do Iguaçu, representando 17,2% da capacidade máxima de operação do vertedouro, que é de 62,2 milhões de litros por segundo.

O vertedouro funciona como uma válvula de alívio para a hidrelétrica. Por ser uma usina do tipo fio d'água, Itaipu possui uma capacidade limitada de armazenamento para grandes volumes extras de chuva, exigindo a abertura das comportas sempre que a afluência supera a demanda utilizada na geração de energia.

Apesar do grande volume de água despejado, a Itaipu Binacional garantiu que a operação de escoamento não compromete o fornecimento de eletricidade. O atendimento à demanda energética do Brasil e do Paraguai segue funcionando normalmente, sem interrupções.

O vertimento ininterrupto está ativo desde o dia 30 de setembro. A abertura de novas calhas ao longo do período ocorreu para gerenciar os níveis hídricos conforme as condições dos rios e a chegada de novos volumes de água.

A direção da usina informou que continuará monitorando as condições climáticas, as previsões meteorológicas e o comportamento dos rios. O fechamento do vertedouro e o fim da operação só deverão ocorrer quando a vazão afluente diminuir, permitindo que o controle do reservatório seja feito exclusivamente pelas turbinas.

Fontes consultadas

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