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Italia reduz tráfego aéreo pela metade após falha técnica

Problema em rede de transmissão de dados afeta aeroportos e provoca atrasos e cancelamentos de voos em todo o território italiano.

Por 2 min de leitura

Italia reduz tráfego aéreo pela metade após falha técnica
Italia reduz tráfego aéreo pela metade após falha técnica

O espaço aéreo da Itália operou com capacidade reduzida nesta sexta-feira, 16, após uma falha técnica atingir a rede de transmissão de dados que dá suporte ao controle de tráfego aéreo do país. A situação gerou transtornos generalizados, com o adiamento e cancelamento de diversos voos em terminais aeroportuários de várias regiões.

De acordo com a Empresa de Navegação Aérea (ENAV), responsável pela gestão da aviação civil italiana, a capacidade de atendimento a aeronaves foi cortada pela metade. Sistemas de contingência foram acionados para manter o fluxo operacional durante a madrugada, mas o aumento do movimento e a persistência da anomalia exigiram a adoção de restrições severas.

Os impactos foram registrados em aeroportos de grande movimentação, como o Fiumicino, em Roma, e nos terminais que atendem as cidades de Milão, Bérgamo, Trieste, Bari, Bolonha, Gênova, Florença e Turim. Somente no aeroporto romano de Fiumicino, ao menos 12 voos foram cancelados até o meio-dia no horário local.

Apesar do transtorno e do caos gerado nos saguões, a ENAV descartou categoricamente a hipótese de um ataque cibernético ou de qualquer ação maliciosa. A empresa garantiu que as operações remanescentes continuam a seguir rígidos padrões de segurança e que equipes técnicas trabalham para rastrear a origem da falha.

O vice-premiê e ministro da Infraestrutura e dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, manifestou insatisfação com o ocorrido e apontou a operadora TIM como a responsável pela rede de transmissão de dados afetada. O ministro cobrou uma solução rápida das equipes da empresa de telecomunicações.

Salvini declarou publicamente que espera o empenho máximo para o retorno da normalidade e sinalizou que a operadora poderá ser responsabilizada pelos prejuízos causados aos passageiros caso a situação persista.

Enquanto os técnicos mobilizam recursos para restabelecer a plena funcionalidade do sistema, a recomendação para os passageiros é de que verifiquem o status de seus voos junto às companhias aéreas antes de se dirigirem aos terminais afetados pelas restrições.

Fontes consultadas

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