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Política

Justiça proíbe entrada de policiais sem autorização na Universidade de Tucumán

Decisão judicial ocorre após agentes armados circularem por faculdade e gera pedidos de investigação sindical sobre ordens superiores.

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Justiça proíbe entrada de policiais sem autorização na Universidade de Tucumán
Justiça proíbe entrada de policiais sem autorização na Universidade de Tucumán

A Justiça argentina estabeleceu limites rígidos para a atuação das forças de segurança dentro da Universidade Nacional de Tucumán (UNT), proibindo o ingresso de efetivos policiais sem autorização prévia nas dependências acadêmicas. A resolução judicial foi emitida após docentes e estudantes apresentarem um hábeas corpus preventivo, motivado pela circulação de quatro agentes armados pelos corredores da Faculdade de Filosofia e Letras em meio a protestos orçamentários.

Anahí Rodríguez, secretária-geral da Associação de Docentes e Investigadores da UNT (Adiunt), criticou severamente o episódio e rejeitou as justificativas dadas pelas autoridades policiais. Segundo a dirigente sindical, a presença dos uniformizados não foi um incidente isolado, mas sim uma ação deliberada de intimidação contra o movimento estudantil e docente que protesta por financiamento adequado para a educação pública.

A representante sindical destacou que a entrada de agentes armados viola diretamente a autonomia universitária garantida pela Lei de Educação Superior. Rodríguez também apontou que a responsabilidade pelo ocorrido recai sobre o Ministério de Seguridad e sobre o governo provincial, afirmando que a ordem de patrulhar e vigiar as atividades da comunidade acadêmica veio de instâncias superiores.

O episódio na instituição de ensino tucumana ocorre em um cenário mais amplo de tensão entre sindicatos, o governo nacional e administrações locais em relação às políticas de restrição aos protestos sociais. Diante da falta de respostas satisfatórias para os reclamos salariais e orçamentários ao longo do ano, a Adiunt confirmou que continuará aprofundando as medidas de força, incluindo aulas públicas e participação em congressos federativos para definir os próximos passos do plano de luta.

Enquanto o conflito institucional e universitário ganha tração na província, o setor educativo segue mobilizado contra a falta de cumprimento das leis de financiamento do setor. A comunidade acadêmica permanece atenta aos desdobramentos judiciais e políticos derivados da entrada da polícia nos campi, exigindo investigações transparentes sobre a atuação das forças de segurança nas dependências universitárias.

Fontes consultadas

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