Lucro do Santander Brasil cai 28% no terceiro trimestre
Instituição financeira registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões, impactada por um cenário macroeconômico desafiador e taxas de juros elevadas.
O Santander Brasil encerrou o terceiro trimestre com um lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões, o que representa uma queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira pela instituição financeira, refletindo um ambiente macroeconômico ainda complexo e marcado por patamares elevados nas taxas de juros no país.
Durante videoconferência realizada com analistas para debater o balanço trimestral, o presidente-executivo do banco, Gilson Finkelsztain, classificou o cenário como desafiador. Segundo o executivo, a companhia buscará trabalhar de forma intensa para elevar a rentabilidade para patamares considerados ideais pela gestão.
O retorno sobre o patrimônio médio da instituição situou-se em 11,9% no período analisado, configurando uma redução de 5,6 pontos percentuais na comparação anual e de 0,6 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior. Diante desses indicadores, o executivo reforçou as diretrizes estratégicas da instituição financeira.
De acordo com Finkelsztain, o foco do banco tem sido direcionado para uma carteira composta por clientes com melhor qualidade de crédito, buscando sempre um equilíbrio mais adequado entre risco, retorno e a utilização eficiente de capital. Esse direcionamento estratégico continua no centro das operações da empresa.
O presidente-executivo também destacou que a principalidade, a transacionalidade e o aprimoramento contínuo da composição do balanço patrimonial seguem como pilares fundamentais. O próximo passo, segundo ele, consiste em converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, mantendo rigor na execução dos planos traçados.
No mercado financeiro, a reação ao balanço refletiu-se de forma imediata na bolsa de valores paulista. Pela manhã, as units do banco registravam queda de 5,14%, sendo cotadas a R$ 24,54, em um pregão que também apresentava desempenho negativo para o setor financeiro e para o Ibovespa como um todo.