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Política

Lula e Flávio Bolsonaro debatem endividamento e economia às vésperas da eleição

Candidatos à presidência divergiram sobre o programa Desenrola e a condução da economia brasileira durante o último debate televisivo.

Por 2 min de leitura

Lula e Flávio Bolsonaro debatem endividamento e economia às vésperas da eleição
Lula e Flávio Bolsonaro debatem endividamento e economia às vésperas da eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro trocaram duras críticas sobre o endividamento das famílias brasileiras e a condução da economia nacional durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira, o último encontro televisivo antes do segundo turno das eleições que ocorrem neste domingo.

O confronto político teve como um dos principais eixos de discussão o programa Desenrola, iniciativa federal voltada para a renegociação de dívidas. Enquanto o atual mandatário defendeu os resultados obtidos pelas fases anteriores da medida e anunciou novidades para o futuro, o parlamentar acusou o governo de ineficiência e de promover falsas promessas à população.

Flávio Bolsonaro argumentou que mais de 80 milhões de brasileiros enfrentam contas em atraso devido aos juros elevados e ao volume de gastos públicos da gestão atual. O senador criticou o impacto da inflação no cotidiano das famílias, afirmando que o encarecimento do custo de vida obriga cidadãos a parcelarem itens básicos de consumo.

Em sua tréplica, o presidente Lula defendeu a eficácia dos programas anteriores de renegociação e detalhou que as iniciativas iniciais alcançaram dezenas de milhões de cidadãos. O chefe do Executivo apontou que o governo prepara novas etapas para mitigar o endividamento generalizado e reaquecer o poder de compra da sociedade.

Entre as novas medidas citadas pelo governo estão os preparativos para leilões de dívidas antigas e ações voltadas para microempreendedores individuais, incluindo propostas de perdão de débitos para milhões de pequenos empreendedores em todo o país.

A discussão econômica também abriu espaço para propostas de atuação estatal no crédito. O candidato da oposição prometeu transformar a Caixa Econômica Federal em um banco voltado a facilitar empréstimos e fomentar o empreendedorismo em periferias e comunidades, enquanto o atual presidente destacou o alcance de políticas de transferência de renda e o reajuste de benefícios sociais.

A disputa eleitoral ocorre em um cenário de forte polarização política e acusações mútuas entre as campanhas, com os dois concorrentes tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto para o pleito que definirá o próximo presidente do Brasil pelos próximos quatro anos.

Fontes consultadas

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