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Economia

Mercado de ETFs no Brasil avança e atinge marca de quase 1 milhão de investidores

A indústria de fundos negociados em bolsa registrou crescimento expressivo nos últimos meses, impulsionada pela diversificação de produtos e maior busca por alternativas na B3.

Por 2 min de leitura

Mercado de ETFs no Brasil avança e atinge marca de quase 1 milhão de investidores
Mercado de ETFs no Brasil avança e atinge marca de quase 1 milhão de investidores

O mercado brasileiro de fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, apresentou forte expansão e se aproxima da marca de 1 milhão de participantes. Dados divulgados recentemente apontam que o número de investidores nessas modalidades chegou a 929 mil em agosto, o que representa uma alta de 39% no período de doze meses, enquanto o patrimônio total da indústria alcançou R$ 142 bilhões.

A B3 informou que o país contava com 219 ETFs locais em operação, registrando um aumento de 55% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Com esse avanço, os investidores de ETFs já respondem por 16,6% do total de 5,6 milhões de cadastrados no segmento de renda variável na bolsa brasileira.

Os ETFs funcionam como fundos de índice em que o gestor busca reproduzir o desempenho de uma referência específica, como o Ibovespa, o S&P 500 ou títulos públicos vinculados à inflação. Diferente dos fundos tradicionais, cujas cotas são negociadas diretamente com as instituições administradoras, os ETFs são comprados e vendidos diretamente pelo home broker das corretoras durante o pregão.

Entre as opções disponíveis no mercado nacional, destacam-se produtos voltados a ações locais, renda fixa, ouro, criptoativos e estratégias internacionais. Uma das alternativas recentes que atraem atenção é o TECK11, fundo da Itaú Asset que reflete o índice NYSE FANG+ e concentra exposição em dez grandes empresas de tecnologia e consumo dos Estados Unidos com ponderação igualitária.

Apesar da facilidade de acesso a mercados estrangeiros em reais e das taxas administrativas competitivas, especialistas lembram que a escolha exige cautela. O investidor deve analisar os custos envolvidos, a liquidez de cada ativo, as regras de tributação aplicáveis e o perfil de risco, uma vez que os fundos passivos também acompanham os movimentos de baixa dos índices de referência.

O cenário de expansão também é acompanhado por discussões regulatórias na Comissão de Valores Mobiliários sobre a possível implementação de ETFs locais de gestão ativa. Com projeções otimistas de crescimento para os próximos anos, o segmento busca consolidar sua participação no mercado financeiro brasileiro.

Fontes consultadas

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