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Economia

Mercado imobiliário busca liquidez com novos fundos de investimento

Estratégias focadas na aquisição de estoques de incorporadoras ganham espaço como alternativa de financiamento e gestão de ativos.

Por 3 min de leitura

Mercado imobiliário busca liquidez com novos fundos de investimento
Mercado imobiliário busca liquidez com novos fundos de investimento

O mercado imobiliário brasileiro tem observado uma mudança estratégica na forma como incorporadoras lidam com o excesso de estoque de imóveis novos. Diante de um cenário de vendas mais lentas e um estoque de médio e alto padrão que supera os R$ 50 bilhões em São Paulo, gestoras de investimentos estão estruturando fundos específicos para adquirir essas unidades, oferecendo um fôlego financeiro necessário para as construtoras.

Dados do Secovi-SP indicam que o tempo de escoamento do estoque quase dobrou entre o final de 2024 e agosto de 2026, saltando de 7 para 13 meses. Em resposta, empresas como a BM Partners e a CIX Capital lançaram veículos de investimento com o objetivo de comprar unidades prontas ou em construção, permitindo que as incorporadoras evitem descontos agressivos que poderiam desvalorizar seus projetos e prejudicar as margens de lucro.

A dinâmica dessas operações varia conforme a necessidade de cada projeto. Enquanto alguns fundos atuam na compra direta de estoques com desconto, outros, como o fundo da CIX Capital voltado ao programa Minha Casa, Minha Vida, funcionam como um complemento ao financiamento bancário tradicional. Nesses casos, o fundo injeta capital à vista para cobrir a lacuna financeira entre o início das obras e a liberação dos recursos da Caixa Econômica Federal.

Segundo especialistas, a estratégia de vender o estoque para fundos, em vez de recorrer exclusivamente a dívidas bancárias, ajuda a manter o balanço das incorporadoras mais saudável. Ao realizar a venda, a empresa recebe o caixa necessário para manter suas operações, enquanto o fundo assume a responsabilidade de comercializar as unidades em um prazo estipulado, que pode chegar a 36 meses em alguns modelos de negócio.

Apesar da instabilidade econômica e dos juros elevados, o setor mantém a resiliência através dessas estruturas híbridas. O fundo da CIX Capital, por exemplo, superou sua meta inicial de captação ao atingir R$ 330 milhões, atraindo mais de 7.000 investidores. A estrutura do fundo, que combina cotas sênior com remuneração atrelada ao IPCA e uma camada de proteção com cotas subordinadas, tem sido apresentada como uma alternativa para diversificar portfólios.

Paralelamente, o mercado de fundos imobiliários segue em movimento com novas emissões, como a terceira oferta do ZAVC11, que busca captar R$ 50 milhões. Essas operações reforçam a importância da seletividade por parte do investidor, que deve avaliar não apenas a rentabilidade, mas a qualidade dos ativos subjacentes e a solidez da política de investimento de cada fundo.

Para quem deseja ingressar no mercado de investimentos, a escolha da corretora e a compreensão dos custos, como taxas de administração e corretagem, são passos fundamentais. Instituições financeiras oferecem hoje plataformas integradas que facilitam o acesso a esses produtos, mas a decisão deve ser sempre pautada pelo perfil de risco e pelos objetivos financeiros de longo prazo de cada investidor.

Fontes consultadas

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