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Economia

Montadoras dos EUA pressionam Congresso por banimento de carros chineses

Associação que representa grandes fabricantes pede legislação definitiva para barrar veículos da China e proteger o mercado interno.

Por 3 min de leitura

Montadoras dos EUA pressionam Congresso por banimento de carros chineses
Montadoras dos EUA pressionam Congresso por banimento de carros chineses

A indústria automotiva dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre o Congresso nacional nesta segunda-feira para aprovar uma proibição permanente à importação e comercialização de veículos chineses no país. A movimentação é liderada pela Alliance for Automotive Innovation, entidade que reúne praticamente todas as principais montadoras com operações no território norte-americano, incluindo General Motors, Toyota, Volkswagen, Ford e outras gigantes do setor.

O pedido foi formalizado pelo presidente da associação, John Bozzella, às vésperas da retomada dos trabalhos legislativos em Washington. A entidade argumenta que o mercado interno precisa ser blindado contra a entrada de automóveis da China, apontando potenciais riscos de vigilância associados à tecnologia embarcada nesses veículos e a necessidade de preservar os investimentos feitos pelas fabricantes tradicionais nas comunidades locais.

O debate ocorre em um cenário de restrições já existentes. Desde o início de 2025, regulamentações implementadas pelo governo do então presidente Joe Biden proíbem efetivamente a venda e a produção de carros de passageiros chineses nos Estados Unidos, sob o argumento de que dados confidenciais de motoristas poderiam ser transmitidos ao país asiático. Além disso, o governo americano mantém tarifas superiores a 100% sobre os veículos elétricos importados da China.

Apesar dessas barreiras, as montadoras buscam transformar as propostas atuais em uma lei permanente. Um projeto bipartidário com esse objetivo já avançou em uma comissão do Senado em julho, enquanto a versão equivalente na Câmara dos Estados Unidos acumula mais de 100 coautores. Contudo, assessores legislativos e lobistas alertam que o tempo é escasso e que uma eventual mudança no controle político do Congresso, decorrente das eleições de meio de mandato, pode dificultar a votação antes do encerramento da sessão em dezembro.

Para justificar a urgência da medida restritiva, Bozzella citou o avanço comercial da China no continente europeu. Segundo dados apresentados pela associação, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos chineses apenas nos primeiros oito meses de 2026, superando o volume total registrado ao longo de todo o ano anterior. Para o executivo, o Congresso americano deve agir rapidamente para impedir que o mesmo cenário ocorra no mercado dos Estados Unidos.

O ambiente político interno também apresenta divergências. Em setembro, declarações do presidente Donald Trump indicando que aceitaria a fabricação de automóveis por montadoras chinesas em território norte-americano geraram preocupação entre os fabricantes locais. Paralelamente, o governo da China tem criticado seguidamente as barreiras comerciais impostas por Washington, exigindo o respeito às leis da economia de mercado e à concorrência justa, e classificando as propostas de banimento como medidas de repressão injustificada.

Fontes consultadas

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