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Tecnologia

Nova geração do BYD Dolphin Mini cresce e adota tração traseira

Hatch elétrico ganha mais potência, dimensões ampliadas e estreia pré-venda na China.

Por 2 min de leitura

Nova geração do BYD Dolphin Mini cresce e adota tração traseira
Nova geração do BYD Dolphin Mini cresce e adota tração traseira

A BYD iniciou as reservas para a nova geração do Seagull, modelo comercializado no Brasil sob o nome de Dolphin Mini. O veículo passou por uma reformulação profunda em seu porte e conjunto mecânico, destacando-se pela adoção de tração traseira e dimensões ampliadas, embora os preços definitivos e as versões finais ainda não tenham sido divulgados pela fabricante.

Para registrar a intenção de compra no mercado chinês, os consumidores precisam realizar um depósito de 2.000 yuans, o equivalente a cerca de R$ 1.700, por meio do aplicativo da montadora. O valor é reembolsável antes da confirmação do pedido e permite que o comprador revise a configuração escolhida após a apresentação comercial completa do veículo.

No aspecto dimensional, o hatch cresceu significativamente. O novo modelo agora mede 4,205 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 1,57 metro de altura, com uma distância entre-eixos de 2,65 metros. Isso representa um acréscimo de 42,5 centímetros no comprimento e 15 centímetros entre os eixos em comparação à geração anterior, aproximando o veículo do porte do Dolphin.

A mudança mecânica substituiu a tração dianteira pela traseira e elevou a potência do motor elétrico para 95 kW, o que equivale a aproximadamente 129 cv, superando os 75 cv do modelo atual. A nova disposição liberou espaço sob o capô para um compartimento de bagagem de 94 litros, enquanto a capacidade traseira pode alcançar 1.380 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Em relação à autonomia e bateria, o veículo oferece duas opções de capacidade, sendo 30 kWh e 39,2 kWh, com alcance estimado entre 320 e 420 quilômetros pelo ciclo chinês CLTC. A montadora ressalta que esses dados seguem procedimentos locais e não representam a homologação oficial para o mercado brasileiro.

A cabine acomoda cinco passageiros e abandona o painel de instrumentos separado, integrando as informações de condução no lado esquerdo da tela central de multimídia. Entre os recursos tecnológicos previstos estão o pacote de assistência à condução DiPilot 300 com sensor LiDAR no teto e suporte a carregamento ultrarrápido.

O lançamento comercial oficial na China está programado para ocorrer até o final de 2026. Para o mercado brasileiro, embora a oferta tenha sido confirmada por um executivo sênior da marca, a chegada da nova geração deve acontecer somente no final de 2027, visto que a linha atual continua sendo produzida na fábrica de Camaçari e lidera o segmento nacional de elétricos.

Fontes consultadas

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