Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na corrida presidencial
Novo levantamento mostra o senador com 45% das intenções de voto e o presidente com 44%, registrando oscilação na vantagem e recuo na rejeição de ambos os candidatos.
A disputa pela Presidência da República no segundo turno registrou um novo cenário de empate técnico, conforme apontado pela pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possui 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos encontram-se tecnicamente empatados na reta final da campanha eleitoral.
Na pesquisa anterior conduzida pelo mesmo instituto, Flávio Bolsonaro aparecia com 46% da preferência do eleitorado, ao passo que o atual mandatário mantinha os mesmos 44%. O encurtamento da vantagem do candidato do Partido Liberal gerou análises distintas entre as coordenações de campanha e especialistas, que apontam diferentes fatores para a movimentação dos números na reta decisiva.
Entre os indicadores avaliados, a rejeição ao presidente Lula apresentou um recuo mais expressivo, passando de 53% para 47%. No mesmo período, a taxa de rejeição ao senador Flávio Bolsonaro oscilou de 54% para 52%. A ampliação na diferença entre os índices de rejeição dos dois principais concorrentes chamou a atenção dos analistas políticos e movimentou o ambiente eleitoral e financeiro.
A dinâmica da campanha também tem sido influenciada por ações digitais e de rua. Segundo Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, a mobilização articulada pelo deputado federal André Janones por meio de canais de mensagens alterou o engajamento da esquerda tanto no meio digital quanto nas ruas. Para o especialista, a estratégia teve impacto relevante na recuperação dos indicadores do atual presidente ao longo do segundo turno.
Enquanto a corrida presidencial se acirra, o Ministério Público Eleitoral informou ao Tribunal Superior Eleitoral que a Meta ainda não comprovou o cumprimento integral de determinações judiciais relacionadas à campanha. As exigências da Corte envolvem o tratamento isonômico de denúncias, a investigação de perfis suspeitos e a identificação correta de conteúdos gerados por inteligência artificial, tema que tem gerado embates jurídicos frequentes entre as coligações.
No cenário econômico, a volatilidade da disputa eleitoral refletiu diretamente nos mercados financeiros. O principal índice da bolsa de valores brasileira fechou em baixa, pressionado pelo chamado trade eleitoral após a divulgação do novo levantamento da Quaest. De maneira similar, o dólar comercial registrou alta frente ao real, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas.
A quatro dias da votação definitiva, as campanhas intensificam as estratégias de mobilização e cautela para evitar desgastes públicos. Enquanto o QG bolsonarista reforça orientações para conter declarações imprevistas e manter a militância ativa, a base governista aposta na continuidade do engajamento popular para consolidar votos entre os eleitores ainda indecisos.
Fontes consultadas
- Campanha de Flávio minimiza queda em pesquisa, mas acende alerta sobre rejeição | Rádio Itatiaia itatiaia.com.br
- Ibovespa termina com queda, mais uma vez com pesquisa em foco; dólar sobe a R$ 5,02 infomoney.com.br
- Uber disponibiliza o ChatGPT Work a mais de 30 mil funcionários unite.ai
- MP diz ao TSE que Meta não comprovou medidas sobre posts políticos e IA exame.com
- Diretor da Quaest diz que Janones mudou rumo da campanha com "Exército do Lula" diariodepernambuco.com.br