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Política

Pesquisas apontam impasse após eleições legislativas em Israel

Enquanto o partido de Benjamin Netanyahu lidera em número de cadeiras individuais, o bloco oposicionista liderado por Gadi Eisenkot pode alcançar maioria no Parlamento.

Por 3 min de leitura

Pesquisas apontam impasse após eleições legislativas em Israel
Pesquisas apontam impasse após eleições legislativas em Israel

As urnas foram fechadas em Israel após uma votação marcada por comparecimento recorde, registrando 74,3% de participação até as 20h locais, a maior taxa desde 1973. O pleito, que define o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e acontece em meio a três anos de conflitos na região, terminou em um aparente impasse, conforme indicado pelas pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais redes de televisão do país nesta terça-feira.

Segundo os levantamentos das emissoras locais, o partido governista Likud, liderado por Netanyahu, deve conquistar o maior número de assentos individuais no Knesset, o Parlamento israelense de câmara única composto por 120 deputados. No entanto, as projeções apontam que o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot pode reunir um conjunto maior de cadeiras, criando um cenário de extrema incerteza para a formação do próximo governo.

Enquanto o canal 12 indicou uma vantagem para a oposição com 52 cadeiras contra 50 do grupo de Netanyahu, as redes 11 e 13 apontaram um empate técnico de 51 assentos para cada bloco. As listas de partidos árabes israelenses também desempenham papel relevante, podendo conquistar até 18 cadeiras, o que pode influenciar diretamente o equilíbrio de forças na formação de alianças.

Durante o dia de votação, a tensão política escalou com pedidos e acusações entre os principais concorrentes. A coalizão governista solicitou à Comissão Eleitoral Central a extensão do horário de votação para garantir que todos os eleitores pudessem participar, mas a medida foi negada pelo órgão. O partido de oposição Yashar criticou a iniciativa, classificando-a como uma tentativa de contestar a integridade do pleito.

Netanyahu também utilizou as redes sociais para mobilizar sua base, fazendo duras críticas e alegando que eleitores e partidos de oposição estariam tentando manipular o resultado. O primeiro-ministro relatou a detenção de suspeitos envolvidos em supostas tentativas de suborno de eleitores e afirmou que a minoria árabe estaria comparecendo em massa para desequilibrar a disputa.

Por sua vez, Gadi Eisenkot rejeitou as acusações e pediu que a população rejeitasse campanhas de medo. O ex-chefe das Forças Armadas destacou que a eleição representa um momento crítico para corrigir os rumos do país após os eventos desencadeados a partir de outubro de 2023 e as consecutivas guerras na Faixa de Gaza, Líbano e contra o Irã.

Para obter a maioria absoluta e indicar o próximo primeiro-ministro, um partido ou coligação precisa atingir pelo menos 61 assentos no Knesset. Como nenhuma legenda alcança essa marca isoladamente, o presidente Isaac Herzog deverá consultar os líderes partidários nas próximas semanas para definir qual representante possui melhores condições de formar uma coalizão governamental estável.

Caso as negociações falhem e nenhum bloco consiga consolidar uma maioria, o país poderá enfrentar longas semanas de impasse político ou até mesmo a convocação de novas eleições. Enquanto a apuração final dos votos prossegue nos próximos dias, Netanyahu permanece interinamente no cargo.

Fontes consultadas

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