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Economia

Petrobras aumenta o preço do querosene de aviação em 7,2% em novembro

O reajuste nas refinarias representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro e acompanha a alta das cotações internacionais do petróleo.

Por 2 min de leitura

Petrobras aumenta o preço do querosene de aviação em 7,2% em novembro
Petrobras aumenta o preço do querosene de aviação em 7,2% em novembro

A Petrobras anunciou um reajuste médio de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras, com entrada em vigor no primeiro dia do mês. A alteração representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro do combustível em comparação com os valores praticados no período anterior.

Com essa nova alta, o insumo utilizado por aeronaves e helicópteros acumula sucessivos aumentos recentes. No mês antecedente, o produto já havia registrado uma elevação média de 11,76%, o que equivalia a um acréscimo de R$ 0,65 por litro nas refinarias nacionais.

A estatal brasileira é responsável por aproximadamente 85% da produção nacional de QAV. No entanto, o mercado do combustível no país opera sob livre concorrência, permitindo a atuação de outras companhias tanto na atividade produtiva quanto na importação.

De acordo com a empresa, o reajuste reflete a alta das cotações internacionais do combustível. Esse cenário de valorização é impulsionado pelo acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução na capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, provocada pelo conflito entre as nações.

A companhia esclareceu por meio de nota que os acumulados de alta aplicados no Brasil permanecem inferiores aos verificados no mercado global, onde as tabelas de preços sofrem variações diárias. No mercado doméstico, a atualização ocorre de forma mensal.

Para mitigar impactos abruptos, a estatal adota uma fórmula paramétrica prevista contratualmente, projetada para amortecer oscilações de curto prazo. O mecanismo busca assegurar aumentos mais moderados do que os registrados no exterior.

O impacto do encarecimento reflete diretamente nas finanças das companhias aéreas. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das empresas do setor subiu de 30% para mais de 45% desde o início das hostilidades no Oriente Médio.

Fontes consultadas

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