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Política

PL lidera renovação das assembleias estaduais nas eleições de 2026

Partido Liberal conquista a maior bancada nacional e lidera ou divide a liderança em 12 unidades da Federação.

Por 2 min de leitura

PL lidera renovação das assembleias estaduais nas eleições de 2026
PL lidera renovação das assembleias estaduais nas eleições de 2026

As eleições gerais de 2026 resultaram em uma nova configuração para as assembleias legislativas estaduais e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, com o Partido Liberal (PL) alcançando o topo do ranking nacional. O pleito, realizado no último domingo, definiu um total de 1.035 deputados estaduais e 24 distritais em todo o país, segundo dados consolidados da apuração.

O PL elegeu 212 parlamentares, registrando um crescimento absoluto de 64% em relação ao pleito anterior, em 2022, quando havia conquistado 129 cadeiras. Com o resultado, a legenda garantiu a maior bancada isolada em dez unidades federativas e divide a liderança em outras duas, totalizando presença dominante em 12 estados e no Distrito Federal.

Na segunda colocação do ranking nacional ficou o Partido dos Trabalhadores (PT), com 141 parlamentares eleitos, ampliando sua bancada em comparação aos 117 assentos obtidos quatro anos antes. Completam o grupo das quatro maiores forças partidárias do país o MDB, com 112 eleitos, e o PSD, que somou 103 deputados após um ganho expressivo de 25 cadeiras.

O cenário estadual também reservou marcas históricas em assembleias regionais, como em São Paulo, onde a votação definiu 94 cadeiras e evidenciou contrastes geracionais. A deputada eleita Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, registrou a maior marca individual do estado e do país com quase dois milhões de votos. No extremo oposto da faixa etária, Luiza Erundina (PSOL), aos 91 anos, elegeu-se na capital paulista e tornou-se a parlamentar mais idosa da história da Casa legislativa estadual.

A distribuição das vagas nas assembleias ocorreu por meio do sistema proporcional, que considera tanto os votos nominais quanto os votos de legenda. Em São Paulo, por exemplo, a maior parte dos candidatos garantiu a vaga diretamente pelo quociente partidário, enquanto oito cadeiras foram preenchidas por meio da regra das sobras de média.

Enquanto algumas siglas expandiram sua presença, outras registraram quedas expressivas em relação a 2022. O PSDB teve a maior retração em números absolutos ao perder 28 cadeiras, passando de 54 para 26 deputados, seguido pelo União Brasil, que caiu de 100 para 73. O Cidadania reduziu sua bancada de 17 para apenas um representante, e o PRTB não conseguiu eleger nenhum deputado estadual ou distrital neste pleito.

Fontes consultadas

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