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Prisão em casa nos EUA: mãe acusada de homicídio vai ao Halloween

Justiça da Geórgia autorizou a ré a participar de evento festivo com os outros dois filhos dentro do complexo residencial onde cumpre prisão domiciliar.

Por 2 min de leitura

Prisão em casa nos EUA: mãe acusada de homicídio vai ao Halloween
Prisão em casa nos EUA: mãe acusada de homicídio vai ao Halloween

Uma mulher da Geórgia, nos Estados Unidos, que enfrenta acusações de homicídio de segundo grau e crueldade infantil após a morte de seu filho pequeno em um carro quente, recebeu permissão judicial para participar de uma festa de Halloween com seus outros dois filhos. Deja Coleman, de 29 anos, obteve o aval de uma corte superior nesta semana para celebrar a data festiva nas dependências do local onde cumpre rigorosa prisão domiciliar.

A tragédia ocorreu quando Coleman deixou duas crianças em uma creche e esqueceu o filho caçula, de 16 meses, dentro do veículo. De acordo com relatos divulgados por canais de notícias locais, ela se distraiu com uma ligação por vídeo, dirigiu até o trabalho e acabou deixando o bebê trancado no automóvel sob temperaturas extremas, que atingiram cerca de 54 graus Celsius no interior do carro. A criança foi encontrada sem vida no local.

Após se declarar inocente das acusações em setembro, Coleman foi liberada sob fiança e submetida a rígidas regras de confinamento domiciliar, que a proíbem de sair de casa, exceto para compromissos médicos ou jurídicos. Contudo, sua defesa solicitou a modificação das condições da fiança depois que seus filhos receberam um convite para um evento de Halloween no complexo residencial onde ela cumpre a pena preventiva.

A juíza Tamela Adkins atendeu ao pedido da defesa, impondo restrições rígidas para a movimentação da ré. Coleman foi autorizada a acompanhar as crianças exclusivamente dentro dos limites dos quatro edifícios que compõem o complexo habitacional e no centro comunitário onde a festa infantil foi organizada, sendo terminantemente proibida de deixar a propriedade.

Promotores locais manifestaram forte oposição à flexibilização da prisão domiciliar, argumentando que a concessão de fiança é um privilégio e sugerindo que a ré poderia representar um risco para os filhos. A magistrada rejeitou os argumentos da acusação e enfatizou que Coleman não oferece perigo aos dois filhos sobreviventes.

Além da autorização para participar do evento festivo com as crianças, a justiça permitiu que Coleman comece a trabalhar como operadora de recepção no próprio complexo de habitação de transição. A medida tem como objetivo ajudá-la a arcar com os custos de sua estadia e alimentação durante o período em que aguarda o desdobramento do processo judicial.

Fontes consultadas

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