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Economia

Propostas para o Imposto de Renda e a economia dominam o debate político

Estratégias para a tributação dos super-ricos e alterações na reforma tributária entram no centro das discussões presidenciais.

Por 2 min de leitura

Propostas para o Imposto de Renda e a economia dominam o debate político
Propostas para o Imposto de Renda e a economia dominam o debate político

As discussões sobre o futuro do sistema de arrecadação nacional ganharam novo fôlego com propostas voltadas a modificar a tributação de renda e consumo no país. Enquanto o cenário político debate ajustes nas regras aprovadas e na carga tributária incidente sobre as faixas de maior renda, organizações da sociedade civil apresentaram recentemente um conjunto de diretrizes econômicas com foco na redução das desigualdades sociais e na melhoria da distribuição de recursos públicos.

A reforma tributária, aprovada no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se um dos principais pontos de divergência entre os candidatos à Presidência para o próximo mandato. O atual presidente defende a continuidade da implementação do modelo unificado, argumentando que a medida simplifica a tributação, reduz a burocracia e mantém mecanismos de devolução de impostos para famílias de baixa renda, além de prever reajustes em programas sociais.

Por outro lado, a equipe do candidato Flávio Bolsonaro propõe reavaliar pontos específicos do novo sistema antes que a transição avançada entre em vigor a partir de janeiro de 2027. O grupo aponta preocupação com a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado, que poderá se aproximar de 28%, e defende a eliminação do mecanismo de cobrança automática conhecido como split payment, sob a justificativa de proteger o capital de giro das empresas.

Em paralelo aos debates eleitorais, uma coalizão formada por dezenas de organizações civis e economistas entregou às campanhas presidenciais um plano com dez propostas para o desenvolvimento socioeconômico. O documento sugere o aumento da alíquota efetiva mínima do Imposto de Renda para os extratos de maior riqueza, além do combate rigoroso à evasão fiscal e à revisão sistemática de subsídios que beneficiam setores poluentes.

Segundo especialistas que participaram da elaboração do documento, a prioridade fiscal deve ser corrigida para que a carga recaia com mais justiça sobre o topo da pirâmide financeira. Os organizadores destacam que a responsabilidade fiscal e a redução das desigualdades caminham juntas, exigindo um planejamento de longo prazo na gestão dos recursos arrecadados pelo Estado.

As mudanças tributárias estruturais, contudo, dependem de articulações institucionais complexas no Congresso Nacional. Alterações na Constituição ou em leis complementares exigem ampla maioria de votos entre deputados e senadores, além de negociações federativas contínuas com estados e municípios para assegurar a sustentabilidade das contas públicas e o equilíbrio do pacto federativo.

Fontes consultadas

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