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Protestos e saques em Milão e Treviso resultam em detidos e feridos

Ações coordenadas por meio de redes sociais provocaram confrontos com forças de segurança e depredação de estabelecimentos comerciais.

Por 3 min de leitura

Protestos e saques em Milão e Treviso resultam em detidos e feridos
Protestos e saques em Milão e Treviso resultam em detidos e feridos

A onda de distúrbios urbanos e saques registrada em cidades italianas nos últimos dias mobilizou forças de segurança e gerou forte repercussão entre autoridades e sindicatos. Conforme relataram os órgãos de segurança, dezenas de jovens encapuzados participaram de atos de vandalismo em áreas comerciais de Milão e Treviso, utilizando chamadas coordenadas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens para organizar as ações.

Em Milão, manifestações que começaram como protestos estudantis rapidamente escalaram para episódios de guerrilha urbana. Pequenos grupos vestidos de preto e com o rosto coberto atacaram veículos policiais e tentaram invadir lojas de grandes marcas no centro da cidade. Um carro dos carabineiros foi alvo de chutes, pedras e arremesso de mobiliário urbano, sendo forçado a recuar durante os confrontos.

A situação no capoluogo lombardo também foi marcada por saques generalizados a estabelecimentos comerciais e supermercados. Os participantes arrombaram vitrines com chutes e objetos pesados, levando mercadorias diversas como roupas, calçados e alimentos. A intervenção do departamento móvel da polícia em equipamento de choque resultou em dezenas de detenções e em centenas de agentes feridos no total das ocorrências na região.

O sindicato italiano Cgil manifestou-se sobre os episódios, enfatizando a necessidade de ouvir as reivindicações de quem protesta, enquanto o clima político permaneceu tenso diante das cenas de destruição urbana. As autoridades apontam que a busca por visibilidade digital e o comportamento de massa influenciaram diretamente a adesão dos jovens aos atos.

Em Treviso, uma ocorrência semelhante foi registrada em uma perfumeria no centro da cidade, onde cerca de trinta jovens encapuzados tentaram realizar um furto coletivo. Quatro menores de idade, com idades entre 14 e 17 anos, foram formalmente denunciados por tentativa de furto, enquanto quatorze jovens identificados receberam ordens de restrição urbana.

Durante a ação em Treviso, cinco participantes ficaram presos dentro do estabelecimento após funcionários fecharem as portas para impedir a fuga. Na tentativa de convencer os funcionários a liberarem a saída, os jovens abandonaram as mercadorias e chegaram a tirar as calças, permanecendo apenas de roupas íntimas, enquanto comparsas do lado de fora atacavam a fachada com socos e lixeiras.

As investigações sobre o caso em Treviso revelaram que o planejamento do ato foi discutido previamente por estudantes, inclusive com o conhecimento omitido por colegas em uma escola da região. Os responsáveis foram identificados por meio de imagens de câmeras de vigilância e análise de chats virtuais, resultando na convocação dos pais à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a ausência dos menores nas salas de aula.

Fontes consultadas

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