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Economia

Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 mi

Rede varejista de brinquedos busca reestruturação financeira menos de dois meses após mudança de controle societário.

Por 2 min de leitura

Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 mi
Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 mi

A rede varejista de brinquedos Ri Happy protocolou um pedido de recuperação extrajudicial no Tribunal de Justiça para renegociar uma dívida totalizando R$ 827,4 milhões. A medida, confirmada pela companhia, engloba seis empresas do grupo e ocorre em meio a um processo de reestruturação financeira voltado para adequar a operação aos desafios atuais do mercado.

O processo abrange formalmente a Ri Happy, Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens, e a Pbkids Brinquedos. A empresa destacou que a decisão conta com uma adesão expressiva por parte dos credores, embora os valores exatos e as condições detalhadas de pagamento não tenham sido divulgados publicamente.

A iniciativa de reestruturação financeira acontece menos de dois meses após a BluSun Capital Partners anunciar a compra de 100% do grupo em 31 de agosto, marcando a saída dos fundos de private equity Carlyle e SPX Capital. Com a transação, a gestão passou a ser liderada novamente pelo executivo Héctor Nuñez, que reassumiu o posto de CEO em substituição a Thiago Rebello.

Em comunicados oficiais, a administração do grupo atribuiu as dificuldades financeiras acumuladas a fatores macroeconômicos e estruturais do setor. Entre os motivos citados estão os juros elevados, as mudanças nos hábitos de consumo, a forte concorrência do comércio eletrônico e os impactos prolongados deixados pela pandemia da Covid-19.

Como parte do plano de reequilíbrio, a nova gestão implementou revisões de processos, corte de custos corporativos, ajustes nas equipes e melhorias na gestão de liquidez. O objetivo central é preservar a sustentabilidade do negócio a longo prazo e estreitar o relacionamento com fornecedores, franqueados, administradoras de shopping centers e instituições financeiras parceiras.

Mesmo com o andamento do processo extrajudicial, a companhia assegurou que tanto as lojas físicas quanto os canais digitais seguem operando normalmente em todo o país. A rede, que conta atualmente com cerca de 292 unidades e emprega 2,6 mil funcionários, concentra esforços para garantir o atendimento adequado e o abastecimento para os períodos da Black Friday e das festas de fim de ano.

Este não é o primeiro episódio de renegociação financeira enfrentado pela varejista nos últimos anos. Em 2023, a empresa contratou assessoria especializada para alongar vencimentos de dívidas com bancos e recebeu novos aportes financeiros dos controladores da época, refletindo as pressões recorrentes sobre o setor de brinquedos no Brasil.

Fontes consultadas

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