Justiça aceita recuperação extrajudicial da rede Ri Happy
A medida visa renegociar parte das dívidas da empresa de brinquedos e proteger seu patrimônio por 180 dias após mudança de controle societário.
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial do grupo Ri Happy Brinquedos, conforme decisão divulgada na última sexta-feira (23). A medida ocorre pouco tempo depois de a varejista protocolar o pedido para renegociar cerca de R$ 827,4 milhões em dívidas, integrando um processo de reestruturação financeira e operacional iniciado após a aquisição da companhia pela BluSun Capital Partners.
Como parte da decisão, a magistrada responsável garantiu a proteção do patrimônio da empresa contra cobranças de credores por um período de 180 dias. O objetivo dessa salvaguarda é evitar ações individuais que possam esvaziar o caixa ou inviabilizar o cumprimento do plano de reestruturação do grupo, que engloba as marcas Ri Happy e PBKids.
Apesar de o Ministério Público ter recomendado a consolidação substancial das empresas do grupo, a juíza negou o pedido. Dessa forma, as marcas Ri Happy, PBKids e New Toys seguem juntas no processo de recuperação, mas terão seus patrimônios, dívidas e quóruns de aprovação avaliados de maneira individual. Uma administradora judicial foi nomeada para apurar os créditos e examinar o plano apresentado pela rede.
O pedido de recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie um plano de reestruturação diretamente com parte de seus credores, sem a obrigatoriedade de abranger todos os envolvidos simultaneamente. Documentos apontam que credores detentores de uma parcela expressiva do valor total da dívida já sinalizaram concordância em negociar os valores estabelecidos.
A reestruturação ocorre em meio a mudanças na gestão e na estratégia corporativa da companhia, que é liderada novamente pelo executivo Héctor Núñez. A nova equipe executiva assumiu o comando após a compra total do negócio em agosto, implementando revisões na estrutura de custos, ajustes nas equipes e foco na eficiência operacional da rede.
A empresa atribuiu as dificuldades financeiras recentes a um cenário macroeconômico desafiador para o varejo brasileiro, citando fatores como os juros elevados, a alteração nos hábitos de consumo da população, o acirramento da concorrência e os impactos remanescentes deixados pela pandemia.
Mesmo com o processo de reorganização financeira em andamento, a administração da rede reforçou que as unidades físicas e os canais de atendimento digital continuam operando normalmente. A companhia também confirmou a manutenção dos preparativos para datas comerciais estratégicas do setor, como a Black Friday e as festividades de fim de ano.
Fontes consultadas
- ‘Sem anúncio de que o governo vai cortar gastos, o dólar vai continuar subindo’, diz economista noticias.r7.com
- Justiça aceita recuperação extrajudicial da Ri Happy e protege patrimônio por 180 dias diariodocentrodomundo.com.br
- Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 mi poder360.com.br
- Ri Happy pede recuperação extrajudicial e inicia reestruturação financeira após mudança de controle | ADVFN News br.advfn.com
- Ri Happy pede recuperação extrajudicial 48 dias após mudar de dono exame.com