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Política

Simone Tebet lidera ranking de insultos nas redes sociais

Ex-ministra concentrou o maior número de ocorrências entre candidatas, apontando a misoginia como principal forma de violência.

Por 2 min de leitura

Simone Tebet lidera ranking de insultos nas redes sociais
Simone Tebet lidera ranking de insultos nas redes sociais

A ex-ministra e atual figura política Simone Tebet destacou-se em um levantamento recente sobre violência política de gênero no Brasil, alcançando o topo da lista em termos de somatória de ataques e insultos direcionados a candidatas durante o período eleitoral.

De acordo com dados divulgados pelo observatório MonitorA, que conduziu a análise entre os dias 1 e 4 de outubro em plataformas como X, YouTube e TikTok, Simone Tebet registrou 221 ocorrências ao se contabilizarem ataques e insultos de forma conjunta.

O estudo detalha que o perfil das agressões contra a ex-ministra foi predominantemente marcado pela misoginia, que respondeu por 55% dos casos, totalizando 30 episódios de violência voltados especificamente a inferiorizar a parlamentar com base em seu gênero.

No ranking geral de agressões brutas que tentam desqualificar candidatas por marcadores sociais, identidade de gênero ou orientação sexual, a liderança numérica coube à deputada federal Erika Hilton, que acumulou 73 ocorrências, sendo a transfobia o principal vetor.

O levantamento do MonitorA apontou ainda que outras figuras de destaque na política nacional também sofreram forte hostilidade digital no mesmo período, incluindo nomes como Marina Silva e a senadora Soraya Thronicke.

As quatro principais mulheres avaliadas no estudo concentraram quase 80% de todos os comentários negativos identificados pelos pesquisadores, evidenciando um padrão recorrente de hostilização direcionada a mulheres que ocupam espaços de poder e visibilidade pública.

O monitoramento das redes sociais segue como ferramenta essencial para mapear o impacto do discurso de ódio no debate democrático, revelando os diferentes tipos de preconceito que afetam candidatas e lideranças políticas no país.

Fontes consultadas

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