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Economia

Sistema de pagamento A7 movimenta bilhões de rublos para a China

Investigação aponta que a rede financeira, criada em colaboração com o banco russo PSB, movimentou mais de US$ 14 bilhões em espécie.

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Sistema de pagamento A7 movimenta bilhões de rublos para a China
Sistema de pagamento A7 movimenta bilhões de rublos para a China

O sistema de pagamento A7, desenvolvido em parceria com o banco de defesa estatal russo PSB, movimentou pelo menos 283 toneladas métricas de rublos em espécie, totalizando mais de US$ 14 bilhões, entre novembro de 2024 e julho de 2025. Os dados foram revelados por uma investigação conjunta realizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e pela publicação Proekt, com base em vazamentos de documentos internos da empresa.

Fundada em 2024 por entidades ligadas ao oligarca moldavo Ilan Shor e ao Promsvyazbank, a A7 oferece a empresas russas uma alternativa para realizar transações internacionais contornando sanções ocidentais. Em 1 de outubro de 2026, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu a A7 em sua lista de sanções, classificando-a como uma organização criminosa transacional e acusando-a de lavagem de dinheiro e transferências ilegais de grandes somas. A empresa nega as acusações.

A operação da rede cresceu rapidamente após a integração de intermediários que tradicionalmente atendiam comerciantes nos mercados de Moscou. Logo nas primeiras semanas de funcionamento, no final de 2024, cerca de 126 bilhões de rublos em dinheiro vivo passaram pelo sistema. Em junho de 2025, o volume mensal de transações atingiu 250 bilhões de rublos, o equivalente a pelo menos 58 toneladas métricas de dinheiro físico.

Uma das principais origens dos recursos em espécie utilizados pela A7 é o mercado Sadovod, localizado em Moscou e com uma área de 65 hectares. De acordo com os documentos internos da empresa, pelo menos oito grupos de intermediários de pagamento operam nas dependências do local. Esses grupos recolhem sacolas de dinheiro com comerciantes e recebem instruções para pagar por remessas de mercadorias estrangeiras, mantendo escritórios próximos ao prédio da administração do mercado.

Enquanto o cenário financeiro internacional lida com essas redes de evasão de sanções, o conceito de radiodifusão pública, também conhecido pela sigla PSB, segue como tema de debate global sobre financiamento e independência editorial. Historicamente, os serviços de radiodifusão pública operam com o objetivo de servir ao interesse público, distanciando-se de influências políticas e comerciais diretas.

No Brasil, o setor de radiodifusão pública conta com principais emissoras nacionais como a Empresa Brasil de Comunicação, criada em 2007 para gerenciar as rádios e TVs federais, e a Fundação Padre Anchieta, mantida pelo governo do estado de São Paulo desde 1967. Modelos semelhantes ao redor do mundo enfrentam constantes desafios orçamentários e de governança para manter a universalidade e a imparcialidade de seus conteúdos.

Fontes consultadas

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