Pular para o conteúdo
Economia

Small caps internacionais e do setor de cobre ganham destaque no mercado

Analistas apontam oportunidades em ativos globais de menor capitalização em meio à volatilidade tecnológica e ajustes na oferta de metais.

Por 3 min de leitura

Small caps internacionais e do setor de cobre ganham destaque no mercado
Small caps internacionais e do setor de cobre ganham destaque no mercado

Investidores globais têm voltado suas atenções para as chamadas small caps, ações de empresas de menor capitalização, como uma alternativa diante da volatilidade no setor de tecnologia e de grandes índices concentrados. Enquanto o mercado busca refúgio contra oscilações acentuadas, ativos internacionais específicos e companhias ligadas à exploração de matérias-primas ganham espaço nas análises financeiras.

Um dos veículos monitorados por especialistas é o fundo negociado em bolsa Vanguard FTSE All-World ex-US Small-Cap ETF (VSS), que oferece exposição diversificada a empresas de menor porte fora dos Estados Unidos. Analistas apontam que o fundo apresenta uma relação preço/lucro de 12,2 vezes e um rendimento de dividendos de 3,03%, sem a forte concentração em companhias de tecnologia que marca índices como o S&P 500.

Apesar do desempenho recente considerado fraco, o fundo mantém recomendações de compra devido a avaliações atraentes e ao potencial de fatores favoráveis, como a queda nos preços do petróleo. A carteira do VSS combina características de valor e crescimento entre diferentes setores, apresentando sobrepeso notável no setor imobiliário e exposição relevante a mercados emergentes.

Paralelamente, o mercado de commodities e empresas de menor porte ligadas à mineração de cobre também atrai interesse, impulsionado por restrições na oferta global do metal. A mineradora Ivanhoe Mines reduziu novamente sua projeção de produção para 2027 no complexo Kamoa-Kakula, na República Democrática do Congo, que era apontado como a maior fonte de nova oferta da década.

Com as novas estimativas, a empresa canadense espera produzir entre 300.000 e 350.000 toneladas de cobre naquele ano, abaixo da previsão anterior, além de elevar sua projeção de custos operacionais. A revisão reflete fatores como altos preços do diesel, teores mais baixos e menor volume de extração, impactando o panorama de fornecimento global do metal.

Diante do aperto na oferta, produtores maiores já movimentam recursos em direção a companhias juniores do setor. A mineradora Hudbay Minerals concordou em liderar um investimento de quase 50 milhões de dólares canadenses em um projeto de cobre e ouro no Peru, ilustrando o apetite por novos ativos.

Nesse cenário, diversas empresas de menor capitalização com exposição direta ao cobre aparecem no radar de analistas e investidores. Companhias como a Anglo Asian Mining, a Central Asia Metals e a AIC Mines registram volumes expressivos de produção recente e avançam em projetos de expansão e novas aquisições para suprir a demanda futura.

Especialistas ressaltam que, embora o cenário técnico de alguns desses ativos apresente sinais mistos e riscos de baixa no curto prazo, a busca por diversificação geográfica e setorial mantém as small caps no centro das atenções de portfólios voltados para o médio e longo prazo.

Fontes consultadas

Leia também