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Ciência

Tempestade solar atinge a Terra nesta sexta e pode intensificar auroras

Ejeção de massa coronal vinda do Sol deve provocar perturbações geomagnéticas de intensidade moderada no planeta, sem riscos para o Brasil.

Por 3 min de leitura

Tempestade solar atinge a Terra nesta sexta e pode intensificar auroras
Tempestade solar atinge a Terra nesta sexta e pode intensificar auroras

Uma poderosa ejeção de massa coronal originada no Sol alcança a Terra nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, com potencial para desencadear uma tempestade geomagnética moderada. O fenômeno climático espacial decorre de uma erupção registrada em 6 de outubro na região de manchas solares denominada AR4549, que atualmente se encontra voltada diretamente para o nosso planeta. A atividade solar recente levantou alertas em agências internacionais de monitoramento devido à possibilidade de maior visibilidade de auroras boreais em latitudes inferiores às habituais.

De acordo com dados divulgados pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, agência dos Estados Unidos, o alerta emitido abrange oscilações entre os níveis G1, considerado menor, e G2, classificado como moderado em uma escala que vai até G5. O modelo WSA-ENLIL da instituição estimou que a borda frontal do material expelido pelo Sol atingiria a Terra por volta das 2h da madrugada, no horário de Brasília.

Outras entidades internacionais também acompanham a trajetória da nuvem de plasma. Especialistas do Solar Influences Data Analysis Center, na Bélgica, calcularam que a ejeção viaja a uma velocidade aproximada de 560 quilômetros por segundo. Já o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, apontou uma chegada estimada para a 1h da manhã no horário brasileiro, com uma margem de incerteza de cerca de seis horas devido à complexidade na medição exata do deslocamento.

Apesar da expectativa de perturbações no campo magnético terrestre, autoridades científicas asseguram que o evento não representa perigo direto para a população. No entanto, tempestades geomagnéticas moderadas podem causar interferências temporárias em sistemas tecnológicos sensíveis, como redes elétricas em regiões de altas latitudes, operações de satélites, além de sinais de rádio e navegação.

Um dos principais atrativos associados ao evento é a possível expansão geográfica das auroras boreais. Caso a interação entre as partículas solares e a magnetosfera terrestre seja favorável, as luzes características do fenômeno poderão surgir em locais mais ao sul do que o normal. Em tempestades de nível G2, equivalentes a um índice Kp 6, registros históricos já demonstraram a ocorrência do espetáculo em áreas como Nova York e Idaho, nos Estados Unidos.

Apesar da ampliação da área de visibilidade no hemisfério norte, especialistas reforçam que o fenômeno não poderá ser observado do Brasil. A ocorrência depende estritamente da latitude do observador e da orientação exata do campo magnético transportado pela massa coronal no momento do impacto com a Terra.

As previsões detalhadas da NOAA indicam um período inicial de condições G1 entre meia-noite e 3h da manhã, seguido pela possibilidade de um pico de intensidade G2 entre 6h e 9h. Os horários e a intensidade exata permanecem sujeitos a revisões conforme novas observações e dados do vento solar são coletados ao longo do dia.

Além do evento desta sexta-feira, a atividade solar permanece em patamares elevados. A mesma região AR4549 gerou uma labareda de classe M1.8 logo após a erupção inicial M1.4. A presença de buracos coronais e outras manchas ativas na face solar voltada para a Terra mantém aberta a possibilidade de novos fluxos de vento solar rápido, com previsões de um novo período de maior agitação geomagnética por volta de 11 de outubro.

Fontes consultadas

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