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Economia

Tesouro Direto registra queda nas taxas após pesquisas eleitorais

Movimento ocorreu mesmo com a inflação de setembro acima das expectativas do mercado financeiro.

Por 3 min de leitura

Tesouro Direto registra queda nas taxas após pesquisas eleitorais
Tesouro Direto registra queda nas taxas após pesquisas eleitorais

As taxas dos títulos públicos brasileiros registraram queda generalizada em quase todo o Tesouro Direto em uma sexta-feira, influenciadas diretamente pela repercussão de pesquisas eleitorais recentes. O recuo dos rendimentos ocorreu apesar da divulgação de que o Índice de Preços ao Amplo ao Consumidor (IPCA) de setembro apresentou alta mensal superior ao esperado pelo consenso do mercado.

A contração nas taxas foi impulsionada pela divulgação de levantamentos de intenção de voto para o segundo turno presidencial, mostrando o senador Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente Lula. Investidores associaram o cenário apontado pelas pesquisas a uma perspectiva de maior disciplina fiscal e a uma tendência de juros menores no futuro.

De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA de setembro registrou um acréscimo de 0,82% em comparação ao mês de agosto. O resultado superou a mediana projetada pelo consenso da Bloomberg, que apontava para 0,76%, elevando o acumulado de 12 meses para 4,58%, patamar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Nas pesquisas mencionadas pelo mercado, o instituto Datafolha apontou o parlamentar com 52% dos votos válidos contra 48% do atual mandatário, enquanto levantamento da AtlasIntel indicou 53% a 47%. Com a percepção de melhora no risco fiscal, a necessidade de financiamento do governo a custos elevados diminui, refletindo na queda das taxas dos papéis e em forte reação positiva na bolsa de valores.

No segmento dos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 passou a pagar 12,30% ao ano, enquanto o vencimento para 2032 oferece 12,54% e o papel com juros semestrais para 2037 rende 12,57%. O recuo foi mais expressivo justamente nos prazos mais longos, a exemplo do título de 2037, que perdeu 0,34 ponto percentual em relação ao dia anterior.

Os títulos indexados à inflação seguiram a mesma trajetória de baixa em toda a curva de vencimento, com reduções que variaram entre 0,13 e 0,19 ponto percentual. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA mais 6,82% para IPCA mais 6,65%, ao passo que o vencimento mais distante sem juros semestrais, fixado para 2050, recuou de IPCA mais 6,65% para IPCA mais 6,48%.

Para os investidores que já possuíam os títulos em carteira, a dinâmica de queda nas taxas gerou valorização nos preços dos ativos negociados. Especialistas lembram, contudo, que o ganho de capital com a venda antecipada exige cautela e não considera custos operacionais, mantendo-se a garantia da rentabilidade contratada apenas para aqueles que carregarem os papéis até a data de vencimento original.

Fontes consultadas

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