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Política

TRE-RJ marca retotalização de votos para o cargo de governador

Procedimento ocorre neste sábado e deve oficializar a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno das Eleições 2026.

Por 2 min de leitura

TRE-RJ marca retotalização de votos para o cargo de governador
TRE-RJ marca retotalização de votos para o cargo de governador

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro agendou para este sábado, às 15h, a retotalização dos votos para o governo estadual nas Eleições 2026. A sessão pública acontecerá no auditório do Palácio da Democracia, sede do tribunal, e deve alterar o resultado do pleito, proclamando a vitória do candidato Douglas Ruas, do PL, ainda no primeiro turno.

A mudança ocorre em cumprimento a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A corte superior determinou o indeferimento da candidatura e a anulação de mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho, do Republicanos, que havia terminado a votação na terceira colocação.

Especialistas da Justiça Eleitoral esclarecem que o procedimento não consiste em uma nova contagem física dos registros das urnas eletrônicas, cujos dados permanecem inalterados. O que muda é o cálculo matemático realizado pelo sistema, que passa a desconsiderar os votos de Garotinho e a contabilizar apenas os sufrágios juridicamente válidos.

Com a exclusão dos 274.411 votos do ex-governador, o universo total de votos válidos foi reduzido para 8.394.627. Para alcançar a vitória no primeiro turno, o candidato precisava superar a marca de 50% mais um dos votos válidos, fixada em 4.197.314 votos.

Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos nas urnas, ficando com 73.885 votos a mais do que o limite mínimo necessário. Com o novo cálculo, o candidato do PL atingiu 50,88% dos votos válidos, garantindo o triunfo sem a necessidade de um segundo turno contra Eduardo Paes, do PSD.

A vantagem de Ruas sobre Eduardo Paes, segundo colocado na disputa, permaneceu inalterada em 564.215 votos. Paes havia contabilizado 3.706.984 votos, equivalentes a 42,76%, enquanto Anthony Garotinho somou 3,17% do total antes da anulação.

A exclusão de Garotinho do processo eleitoral decorreu de uma condenação por improbidade administrativa. Embora a defesa tenha tentado reverter a situação no TSE e o próprio candidato tenha desistido de um recurso na véspera do julgamento, a corte manteve a sentença de inelegibilidade emitida inicialmente pelo TRE-RJ.

Com a realização da cerimônia de retotalização neste sábado, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro encerra os trâmites decorrentes da alteração no quadro de candidaturas e oficializa o novo cenário político para o comando do estado.

Fontes consultadas

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