Trump defende acordo de diesel com Rússia sob críticas de parlamentares
Presidente americano flexibilizou restrições energéticas para conter preços, enfrentando oposição bipartidária no Congresso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira a decisão de flexibilizar temporariamente as restrições às exportações de diesel da Rússia. O acordo, anunciado na semana passada, tem o objetivo de fornecer o combustível aos mercados americanos e globais pelos próximos seis meses, mas gerou forte reação contrária de parlamentares democratas e republicanos.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump argumentou que a medida foi tomada para beneficiar os cidadãos americanos e reduzir os elevados preços dos combustíveis. O mandatário também criticou a cobertura da imprensa e apontou que a União Europeia já destinou quantias expressivas à compra de energia russa desde o início do conflito na Ucrânia em 2022.
A decisão de suspender provisoriamente as sanções ao setor energético russo gerou preocupações no Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares de ambos os partidos apontam que a medida pode violar uma lei de 2022 que proíbe a importação de energia da Rússia até que o governo de Vladimir Putin cesse suas ações militares contra o território ucraniano.
Um grupo de senadores, composto por democratas e republicanos, divulgou um comunicado conjunto no fim de semana instando o presidente a reconsiderar a medida. Segundo os legisladores, oferecer um alívio financeiro a Moscou compromete a credibilidade americana e enfraquece a pressão internacional sobre o Kremlin.
Integrantes da base governista também manifestaram oposição. O deputado republicano Michael McCaul declarou que, embora compreenda a necessidade de baratear o diesel, a suspensão das sanções pode acabar financiando a máquina de guerra russa e estimulando novos episódios de violência na região.
A administração americana enfrenta um cenário político desafiador devido à insatisfação popular com a economia, com vistas às eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Enquanto o governo atribui a alta dos combustíveis a fatores como ataques ucranianos a refinarias russas e aos impactos de um conflito com o Irã, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, contestou tais alegações e afirmou que a flexibilização favorece Moscou.
Fontes consultadas
- Trump defende acordo sobre diesel russo após críticas - Times Brasil | CNBC timesbrasil.com.br
- Trump defende acordo de diesel com Rússia enquanto parlamentares de ambos partidos reclamam terra.com.br
- Robert E. Hall e Michael Woodford levam Nobel de Economia por teoria usada por bancos centrais - Broadcast - O mercado financeiro em tempo real broadcast.com.br