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Política

Trump defende acordo de diesel com Rússia sob críticas de parlamentares

Presidente americano flexibilizou restrições energéticas para conter preços, enfrentando oposição bipartidária no Congresso.

Por 2 min de leitura

Trump defende acordo de diesel com Rússia sob críticas de parlamentares
Trump defende acordo de diesel com Rússia sob críticas de parlamentares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira a decisão de flexibilizar temporariamente as restrições às exportações de diesel da Rússia. O acordo, anunciado na semana passada, tem o objetivo de fornecer o combustível aos mercados americanos e globais pelos próximos seis meses, mas gerou forte reação contrária de parlamentares democratas e republicanos.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump argumentou que a medida foi tomada para beneficiar os cidadãos americanos e reduzir os elevados preços dos combustíveis. O mandatário também criticou a cobertura da imprensa e apontou que a União Europeia já destinou quantias expressivas à compra de energia russa desde o início do conflito na Ucrânia em 2022.

A decisão de suspender provisoriamente as sanções ao setor energético russo gerou preocupações no Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares de ambos os partidos apontam que a medida pode violar uma lei de 2022 que proíbe a importação de energia da Rússia até que o governo de Vladimir Putin cesse suas ações militares contra o território ucraniano.

Um grupo de senadores, composto por democratas e republicanos, divulgou um comunicado conjunto no fim de semana instando o presidente a reconsiderar a medida. Segundo os legisladores, oferecer um alívio financeiro a Moscou compromete a credibilidade americana e enfraquece a pressão internacional sobre o Kremlin.

Integrantes da base governista também manifestaram oposição. O deputado republicano Michael McCaul declarou que, embora compreenda a necessidade de baratear o diesel, a suspensão das sanções pode acabar financiando a máquina de guerra russa e estimulando novos episódios de violência na região.

A administração americana enfrenta um cenário político desafiador devido à insatisfação popular com a economia, com vistas às eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Enquanto o governo atribui a alta dos combustíveis a fatores como ataques ucranianos a refinarias russas e aos impactos de um conflito com o Irã, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, contestou tais alegações e afirmou que a flexibilização favorece Moscou.

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