Trump monitora eleições no Brasil e mantém silêncio após vitória de Lula
Presidente dos Estados Unidos acompanhou o pleito brasileiro de perto, enquanto aliados criticaram decisões da Justiça Eleitoral.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve silêncio e não se manifestou publicamente sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, confirmado neste domingo. A postura de cautela ocorreu após o líder norte-americano declarar repetidas vezes que acompanhava o processo eleitoral do Brasil muito de perto, embora tenha evitado declarar preferência entre os candidatos ao longo da disputa.
Antes do encerramento da votação, ao ser questionado por jornalistas sobre um possível apoio ao atual presidente ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL), Trump limitou-se a dizer que o governo dos Estados Unidos monitorava o pleito, sem entrar em detalhes. Enquanto líderes de diversas nações enviaram cumprimentos ao petista após a confirmação do resultado, o republicano retornou à Casa Branca sem realizar pronunciamentos oficiais sobre o pleito sul-americano.
Apesar da neutralidade demonstrada publicamente pelo chefe da Casa Branca, figuras ligadas ao seu círculo expressaram forte oposição aos rumos da votação no Brasil. O advogado Martin de Luca, que representa o presidente norte-americano, usou as redes sociais para criticar duramente uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida determinou a prorrogação da votação até as 19h do domingo devido a problemas de transporte público.
De Luca classificou a atuação do magistrado como uma interferência indevida e questionou a rapidez com que o pedido da campanha de Lula foi analisado. Em sua postagem, o advogado relembrou o passado de Zanin como defensor do candidato petista em processos da Operação Lava Jato e argumentou que a decisão deveria ter ficado sob a alçada do Tribunal Superior Eleitoral, levantando dúvidas sobre a legitimidade internacional do pleito caso o resultado confirmasse a vitória de Lula.
As críticas do advogado foram compartilhadas publicamente por Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos. Ele reforçou os questionamentos sobre a prorrogação do horário de votação e sugeriu que a imprensa norte-americana estaria ignorando o episódio por conveniência política, comparando o cenário brasileiro a regimes autoritários.
Enquanto acompanhava os desdobramentos internacionais, o presidente norte-americano também esteve focado na política interna de seu país. No mesmo domingo em que o Brasil definia seu novo mandatário, Trump compareceu a um local de votação na Flórida para exercer seu voto de forma antecipada nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que definirão o controle do Congresso norte-americano.
Fontes consultadas
- Advogado de Trump associa decisão de Zanin a incertezas nas eleições do Brasil correiobraziliense.com.br
- Trump afirma que monitora de perto as eleições presidenciais no Brasil | Massa.com.br massa.com.br
- Trump diz que acompanha eleições brasileiras com atenção, mas evita declarar apoio noticias.r7.com
- Trump mantém silêncio após vitória de Lula, apesar de dizer que monitorava eleição jc.uol.com.br
- Trump vota de forma antecipada nas eleições parlamentares nos EUA | G1 g1.globo.com