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Política

Trump sugere que destruição de cidades na Califórnia é preço aceitável na guerra

Declaração do presidente dos EUA sobre Los Angeles e San Diego provoca forte reação de autoridades locais e críticas na Califórnia.

Por 3 min de leitura

Trump sugere que destruição de cidades na Califórnia é preço aceitável na guerra
Trump sugere que destruição de cidades na Califórnia é preço aceitável na guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante um comício político realizado em Grand Island, no Nebraska, que a eventual destruição de cidades como Los Angeles e San Diego por inimigos estrangeiros representaria um custo pequeno para garantir a segurança nacional e manter o mundo protegido. O pronunciamento foi feito na segunda-feira (5) enquanto o chefe do Executivo discutia os impactos econômicos e os desdobramentos do conflito contra o Irã.

Ao abordar o tema, Trump declarou que Teerã poderia destruir uma cidade e acrescentou que deixar que isso ocorresse em Los Angeles ou San Diego seria um preço aceitável a pagar pelo objetivo militar. Na mesma ocasião, o presidente americano indicou que a ofensiva armada contra a República Islâmica estaria próxima do desfecho e que o conflito terminaria de forma iminente.

A fala gerou repúdio imediato de lideranças políticas na Califórnia. O governador democrata Gavin Newsom classificou o presidente como desequilibrado e perigoso, acusando-o de incentivar ataques estrangeiros contra duas das maiores cidades do estado. Newsom também lembrou o envio prévio de tropas federais e fuzileiros navais para a região no contexto de disputas sobre políticas de imigração.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também contestou duramente o posicionamento do governo federal. Segundo ela, as declarações públicas do presidente colocam em risco a segurança da população local e desrespeitam o papel fundamental de proteção que o cargo presidencial deveria exercer. A prefeita afirmou que os moradores podem ouvir claramente o teor das ameaças proferidas.

A repercussão negativa ultrapassou as barreiras partidárias tradicionais. O prefeito de San Diego, Todd Gloria, declarou que sua municipalidade não deve ser tratada como dano colateral ou descartável em meio a discursos belicistas. Outras autoridades locais, incluindo políticos republicanos e independentes da região de San Diego, que abriga uma importante base naval e dezenas de milhares de militares da ativa, também expressaram forte oposição aos comentários.

Diante da repercussão, a Casa Branca tentou amenizar a crise na terça-feira (6). O diretor de comunicação, Steven Cheung, afirmou que a controvérsia não tinha fundamento na realidade e sustentou que o presidente estava apenas alertando sobre os perigos potenciais que as cidades americanas teriam enfrentado caso o Irã não tivesse sido contido em seu programa nuclear. Representantes locais rejeitaram a justificativa oficial, argumentando que a interpretação não condiz com as palavras expressas pelo próprio mandatário.

Paralelamente aos atritos internos, o cenário geopolítico envolvendo o Estreito de Ormuz registrou novas declarações de autoridades dos dois países. O governo iraniano reiterou por meio de um assessor da Guarda Revolucionária que a via estratégica permanece fechada e sob controle militar até que as demandas de Teerã sejam plenamente atendidas. Em contrapartida, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou em Atenas que o Irã perdeu o controle total da região e que o tráfego de petróleo voltou a patamares próximos aos anteriores ao conflito.

Fontes consultadas

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