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Economia

Vendas de carros elétricos disparam e exigem nova infraestrutura nas capitais

A expansão expressiva da frota eletrificada e o avanço de marcas asiáticas no Brasil impulsionam investimentos em redes de recarga rápida nas grandes cidades.

Por 3 min de leitura

Vendas de carros elétricos disparam e exigem nova infraestrutura nas capitais
Vendas de carros elétricos disparam e exigem nova infraestrutura nas capitais

O mercado brasileiro de veículos eletrificados registrou um avanço expressivo ao longo de 2026, impulsionado pela chegada de novas opções de modelos e pela expansão de marcas asiáticas no país. Esse ritmo acelerado de crescimento tem gerado uma corrida por novos pontos de recarga rápida nas capitais, com o objetivo de atender à crescente frota de automóveis movidos a bateria que circulam diariamente pelas vias urbanas.

Dados divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico indicam que o setor encerrou o mês de setembro com 22.246 emplacamentos de veículos 100% elétricos. Apesar de uma retração pontual de 18,1% em relação ao mês anterior, o volume representou um salto impressionante de 172,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, consolidando o terceiro maior resultado mensal da história dessa categoria no território nacional.

A liderança desse mercado permanece concentrada nas mãos de fabricantes chinesas, com destaque para a BYD, que registrou 14.317 veículos emplacados em setembro e deteve quase dois terços de participação no setor. Outras companhias, como Geely e GAC, também ocupam posições de destaque no ranking de vendas, enquanto montadoras tradicionais como a Chevrolet ampliam sua presença com a comercialização de compactos e utilitários esportivos importados da Ásia.

O avanço da eletrificação não se restringe apenas às importações. Relatórios do setor apontam que a fabricação nacional de veículos eletrificados saltou de 25,7% em 2025 para 40% em 2026, mostrando que as montadoras instaladas no país estão ampliando a produção local para atender à demanda. Esse cenário é complementado pela expansão da infraestrutura em shoppings, garagens comerciais e rodovias, elementos fundamentais para sustentar o uso diário dos automóveis.

A popularização desses modelos, no entanto, traz novos desafios para a cadeia automotiva, especialmente no que tange ao mercado de veículos seminovos e usados. Levantamentos do setor financeiro mostram que os carros 100% elétricos registram índices de depreciação superiores aos dos veículos a combustão ou híbridos, influenciados pelas constantes evoluções tecnológicas nas baterias e pelas reduções de preços praticadas pelas montadoras na tabela de novos.

Para contornar a concorrência acirrada e atrair o consumidor, as concessionárias têm apostado em bônus generosos na avaliação de usados, prazos estendidos de garantia para os conjuntos de baterias e redução nos valores das revisões programadas. Com a projeção de que o país ultrapasse a marca de 420 mil veículos eletrificados comercializados até o final de 2026, a ampliação dos eletropostos rápidos consolida-se como um requisito essencial para o futuro da mobilidade urbana no Brasil.

Fontes consultadas

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