Wilson Grassi avalia desempenho na eleição presidencial de 2026
Candidato do partido Democrata investiu recursos próprios e enfrentou dificuldades nas urnas do pleito nacional.
O médico veterinário e empresário Wilson Grassi Junior disputou o cargo de presidente da República nas Eleições 2026 pelo partido Democrata (registrado também sob menção ao partido Republicano em fontes específicas), tendo Suêd Haidar como candidata a vice-presidente na chapa. Durante a campanha, que teve o primeiro turno realizado em 4 de outubro, o candidato buscou visibilidade nacional com propostas voltadas à economia e a programas de saúde estética, mas encerrou a disputa nas últimas colocações do pleito.
Na reta final da campanha, a agenda de Grassi passou por cidades como Brasília e Salvador. Em solo brasiliense, o postulante reuniu-se com representantes da Organização dos Estados Americanos. Na ocasião, ele defendeu a necessidade de reformas profundas na economia nacional para gerar riqueza à população, propondo cortes drásticos de impostos, redução da burocracia e maior flexibilização nas regras de contratação de trabalhadores.
Um dos pontos que mais chamou atenção durante a corrida eleitoral foi a proposta batizada pelo candidato de programa "meu botox, minha vida". A iniciativa previa a aplicação de toxina botulínica em mulheres de baixa renda que tivessem a autoestima afetada por situações de sofrimento. Segundo o veterinário, o procedimento seria integrado às políticas públicas de saúde como forma de tratar o bem-estar emocional e físico, com custos estimados em menos de R$ 100 por aplicação em larga escala.
Nas urnas, no entanto, o desempenho do candidato foi inexpressivo. Na Austrália, por exemplo, Grassi obteve seis votos no primeiro turno, o equivalente a 0,07% dos sufrágios registrados no país estrangeiro. No cenário nacional, dados apontam que o postulante contabilizou 16.881 votos válidos, o que representou cerca de 0,01% do total geral e o colocou na penúltima posição da disputa presidencial.
O pleito também evidenciou o impacto do autofinanciamento em candidaturas sem ampla base partidária ou tempo expressivo de rádio e televisão. Para viabilizar sua campanha, Wilson Grassi Junior realizou um aporte financeiro superior a R$ 1 milhão de recursos próprios. Com o resultado final nas urnas, o cálculo do custo por voto alcançou a marca aproximada de R$ 63 por eleitor.
Especialistas em ciência política apontam que o caso serve como estudo sobre os desafios enfrentados por nomes independentes ou de legendas menores no sistema majoritário brasileiro, marcado pela forte polarização e pela vantagem estrutural de grandes coalizões partidárias. Antes do pleito, pesquisas de intenção de voto do instituto Datafolha já indicavam o candidato com margem técnica de 0% entre os eleitores válidos e totais.
Fontes consultadas
- Wilson Grassi, candidato do Democrata à Presidência, faz campanha em Brasília e Salvador | G1 g1.globo.com
- Qual é o número de Wilson Grassi para Presidência da República? oglobo.globo.com
- Candidato do lema "Meu botox minha vida" recebe 6 votos na Austrália metropoles.com
- Candidato à Presidência investe R$ 1 milhão do próprio bolso e termina em penúltimo lugar imprensa24h.com.br
- Lula tem 45% e Flávio, 42% dos votos válidos no 1º turno, diz Datafolha poder360.com.br