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Economia

Ações do Banco do Brasil despencam após reeleição de Lula

Papéis da instituição financeira registraram forte queda na B3 em meio à aversão ao risco provocada pelo resultado eleitoral.

Por 2 min de leitura

Ações do Banco do Brasil despencam após reeleição de Lula
Ações do Banco do Brasil despencam após reeleição de Lula

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) registraram uma desvalorização expressiva de 29,3%, sendo cotadas a R$ 17,47, durante o pregão desta segunda-feira (26). O papel figurou entre os ativos mais negociados do dia na B3, refletindo a forte aversão ao risco do mercado financeiro após o desfecho do segundo turno das eleições presidenciais.

O movimento de liquidação generalizada ocorreu na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e na implementação de uma agenda econômica voltada ao ajuste fiscal.

Com a forte queda, o Banco do Brasil acumulou uma perda expressiva em seu valor de mercado. Analistas apontam que as companhias estatais são tradicionalmente as primeiras a sofrer com a volatilidade política devido ao receio de interferência estatal, mudanças na diretoria e nos conselhos de administração.

No caso específico do Banco do Brasil, o cenário macroeconômico desfavorável também pesou sobre o humor dos investidores. A instituição já vinha lidando com pressões sobre os resultados financeiros, exposição ao setor do agronegócio e aumento da inadimplência em decorrência do patamar elevado das taxas de juros.

A turbulência nos mercados levou a Bolsa de Brasil a acionar o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020. O Ibovespa chegou a despencar mais de 13% no fechamento da véspera, enquanto o dólar registrou forte alta antes de ensaiar uma correção na sessão seguinte.

Especialistas em mercado financeiro destacam que a incerteza quanto aos rumos da política econômica e fiscal sob o novo governo deve manter a volatilidade elevada no curto prazo. A atuação do Banco Central e os desdobramentos sobre a trajetória da taxa Selic continuam no radar dos agentes econômicos.

Enquanto o mercado aguarda diretrizes mais claras da nova administração federal para as empresas estatais, os investidores seguem reavaliando suas posições e realocando recursos em busca de proteção contra oscilações severas no cenário doméstico.

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