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Política

Alckmin e Fonteles ganham força para o Ministério da Fazenda

Cotados para assumir a pasta no novo mandato de Lula, vice-presidente e governador do Piauí agradam a alas distintas do mercado e da política.

Por 3 min de leitura

Alckmin e Fonteles ganham força para o Ministério da Fazenda
Alckmin e Fonteles ganham força para o Ministério da Fazenda

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), despancam como os nomes mais cotados nos bastidores para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha do novo titular da pasta econômica tornou-se um dos temas centrais de debate político após o término da disputa eleitoral, gerando expectativas entre investidores e aliados do governo.

Enquanto Fonteles é apontado por dirigentes petistas como um nome com trânsito e perfil moderado junto ao setor financeiro — construído durante sua gestão à frente das contas públicas piauienses e em sua passagem pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda —, Alckmin é visto por integrantes do governo como um sinal direto de compromisso com o controle de gastos e a estabilidade fiscal. Analistas apontam que cada um dos cotados agrada ao mercado por caminhos diferentes.

A definição da equipe econômica ocorre em um momento de atenção para os mercados. No primeiro pregão após o segundo turno, o Ibovespa registrou forte queda e acionou o circuit breaker pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19 em 2020, com retração acentuada nas negociações. Diante da repercussão nos indicadores financeiros, o núcleo político do governo avalia se antecipa o anúncio do comando da Fazenda, inicialmente previsto para o final de novembro, na tentativa de sinalizar as diretrizes da nova matriz econômica.

Apesar da pressão de empresários e investidores por uma definição rápida, interlocutores do Palácio do Planalto ponderam que o presidente Lula adota seu próprio ritmo de decisão e não costuma ceder a pressões externas. Outros nomes também circulam nas conversas de bastidores para a pasta, como a permanência do atual ministro Dario Durigan e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, embora este último não seja considerado uma unanimidade. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, também é citado por sua gestão na área orçamentária.

Para assumir o Ministério da Fazenda, Rafael Fonteles precisaria renunciar ao governo do Piauí, cargo para o qual foi reeleito no primeiro turno com ampla votação, permitindo que o vice-governador eleito, Washington Bandeira, assumisse a administração estadual. Aliados ressalvam, contudo, que o governador estaria inclinado a aceitar o convite caso a indicação se concretize, integrando um plano do partido para ampliar sua projeção em âmbito nacional.

Além da Fazenda, outras posições estratégicas do primeiro escalão são alvo de articulação. O senador Camilo Santana (CE), que teve atuação de destaque na campanha de segundo turno na elaboração de propostas e na estratégia de comunicação, é apontado como favorito para assumir a Casa Civil. O cenário de transição também envolve debates sobre a reformulação da comunicação governamental, com influência atribuída a nomes como o deputado André Janones na mobilização digital realizada durante o período eleitoral.

Fontes consultadas

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