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Economia

Banco Central anuncia medidas e sofre pressão de aliados por corte de juros

Enquanto parlamentares cobram Gabriel Galípolo pela redução da taxa Selic, o Banco Central prepara novas regras para conter o superendividamento no país.

Por 2 min de leitura

Banco Central anuncia medidas e sofre pressão de aliados por corte de juros
Banco Central anuncia medidas e sofre pressão de aliados por corte de juros

Parlamentares aliados ao governo federal intensificaram as cobranças sobre a condução da política monetária e exigiram do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 13,75% ao ano. As manifestações ocorrem em meio a debates econômicos sobre a trajetória fiscal do país e antecedem as próximas deliberações do Comitê de Política Monetária.

O deputado federal Lindbergh Farias criticou publicamente a atuação do setor financeiro e cobrou mudanças na condução dos juros. Em pronunciamento, o parlamentar afirmou que as decisões monetárias devem se basear na economia real e não na volatilidade dos mercados. Outros nomes da base governista, como a deputada Gleisi Hoffmann, também questionaram a influência de operadores financeiros sobre as diretrizes econômicas.

As discussões sobre os rumos da economia ganharam força com propostas de economistas como André Lara Resende, que defende a redução gradual da taxa básica e a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para integrar as políticas fiscal e monetária. A avaliação de aliados do governo é de que os juros elevados elevam o custo da dívida pública e desestimulam o investimento produtivo.

Por outro lado, representantes da equipe econômica, como o ministro da Fazenda Dario Durigan, descartaram medidas artificiais como o tabelamento de juros e reforçaram o compromisso com a estabilização da dívida por meio da revisão de despesas. Analistas de mercado, por sua vez, apontam que incertezas políticas e fiscais levaram à revisão das expectativas para os juros, gerando instabilidade recente nos indicadores financeiros.

Em paralelo ao debate sobre a taxa básica, o Banco Central anunciou que planeja implementar novas medidas ainda em 2026 para conter o avanço do superendividamento das famílias brasileiras. Dados recentes da instituição indicam que o número de devedores em situação de risco de endividamento alcançou patamares expressivos, com forte comprometimento da renda nas faixas de menor remuneração.

As novas regras apresentadas pela autoridade monetária incluem restrições a ofertas agressivas de crédito, mecanismos de bloqueio para publicidade de empréstimos e limites para contratações associadas a transações via Pix. As iniciativas buscam proteger consumidores vulneráveis e evitar o agravamento da inadimplência no Sistema Financeiro Nacional, enquanto o debate institucional sobre a política de juros continua em andamento.

Fontes consultadas

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