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Política

Campanha de Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família

Medida anunciada pela equipe econômica visa incentivar o emprego formal e o empreendedorismo, garantindo retorno automático ao programa em caso de falha.

Por 3 min de leitura

Campanha de Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família
Campanha de Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família

A coordenadora do núcleo econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, anunciou nesta segunda-feira (19) a intenção de implementar uma regra de transição de dois anos no programa Bolsa Família. O objetivo da medida é permitir que os beneficiários busquem oportunidades no mercado de trabalho formal ou abram seus próprios negócios, assegurando o retorno automático ao benefício caso não consigam se consolidar financeiramente.

Segundo a coordenadora, que é ex-presidente da Caixa Econômica Federal, a proposta busca dar autonomia aos cidadãos. Em declaração, ela ressaltou que o programa serve como uma proteção inicial, mas que as pessoas merecem oportunidades para alcançar maior dignidade e crescimento profissional. A iniciativa prevê que a Caixa e o Banco do Nordeste atuem como braços de apoio financeiro, oferecendo crédito direcionado a pequenos empreendedores.

O próprio candidato Flávio Bolsonaro reforçou a proposta por meio de uma publicação em rede social, destacando que o benefício continuará garantido por até dois anos para aqueles que optarem por aceitar um emprego com carteira assinada ou abrir uma empresa. A pauta gerou repercussão política, com o Partido dos Trabalhadores e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticando a medida e interpretando-a como um corte na assistência social, alegação prontamente rebatida pela campanha do Partido Liberal.

Daniella Marques classificou as acusações de corte em programas sociais como uma campanha de desinformação e garantiu que um eventual governo do PL concentrará os cortes orçamentários nos privilégios da máquina pública em Brasília, como supersalários e férias prolongadas. A equipe econômica também destacou que o plano de governo prioriza o ajuste fiscal para controlar a dívida pública e reduzir as taxas de juros reais no país.

Como parte das propostas voltadas ao setor produtivo e às famílias, a campanha anunciou um plano emergencial para a reestruturação de dívidas. A medida prevê um período de carência de seis meses para que as famílias recomponham suas contas, enquanto as micro e pequenas empresas teriam um prazo de 12 meses para reorganizar sua capacidade de pagamento.

Além disso, a campanha propõe a criação do Ministério da Prosperidade, estrutura que seria encarregada de coordenar políticas de concessão de crédito, qualificação profissional e parcerias com a iniciativa privada para cursos de capacitação, visando reduzir a dependência de transferências de renda.

Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias com exigências de renda per capita de até R$ 218 e manutenção do Cadastro Único atualizado. O programa já conta com uma regra de proteção que permite a permanência parcial por um período determinado em caso de aumento de renda, assunto que se tornou central nos debates da disputa presidencial em curso.

Fontes consultadas

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