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Política

Flávio nega cortes no Bolsa Família após repercussão de fala de assessora

Candidato do PL e sua equipe econômica reagiram às críticas de aliados do governo federal sobre proposta de transição de dois anos.

Por 2 min de leitura

Flávio nega cortes no Bolsa Família após repercussão de fala de assessora
Flávio nega cortes no Bolsa Família após repercussão de fala de assessora

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta segunda-feira (19) que sua campanha pretenda cortar recursos do Bolsa Família, após declarações de sua coordenadora econômica gerarem forte repercussão e críticas de aliados do atual governo na reta final do segundo turno.

A polêmica teve início quando a economista Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha do PL, explicou em entrevista que a proposta para os beneficiários que conseguirem um emprego formal ou abrirem um negócio próprio consistirá em um período de transição de 24 meses antes do desligamento do programa social.

A fala foi imediatamente contestada por governistas. O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, acusou a medida de ser um corte nos gastos sociais e um tesouraço para favorecer grupos privilegiados em detrimento da população.

No mesmo sentido, o ministro Guilherme Boulos afirmou em redes sociais que a declaração representava o fim do programa para os beneficiários após o prazo estipulado, pedindo ampla circulação do conteúdo entre os eleitores.

Em resposta aos ataques, Daniella Marques gravou um vídeo classificando as acusações como notícias falsas e argumentando que a proposta amplia o prazo de proteção atual. Enquanto a regra vigente prevê 12 meses de transição parcial com metade do valor, a campanha do PL propõe dois anos de assistência integral.

Flávio Bolsonaro também utilizou suas redes sociais para rebater as críticas e tranquilizar os beneficiários. Segundo o senador, a informação de que o programa seria encerrado é uma mentira propagada por adversários em situação de desespero eleitoral.

O candidato detalhou que o plano visa incentivar a independência financeira sem penalizar o cidadão, garantindo o retorno automático e imediato ao programa no mesmo dia, caso o trabalhador perca o emprego ou o novo negócio venha a fracassar durante o período de transição.

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