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Política

Campanha de Lula aciona a Justiça contra a Meta por suposto viés eleitoral

Governo e aliados criticam atuação de plataformas digitais no segundo turno enquanto debatem estratégias internas de comunicação.

Por 2 min de leitura

Campanha de Lula aciona a Justiça contra a Meta por suposto viés eleitoral
Campanha de Lula aciona a Justiça contra a Meta por suposto viés eleitoral

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, acionou formalmente a Justiça Eleitoral contra a Meta, acusando a plataforma de viés em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Protocolizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a petição aponta restrições no alcance de publicações do atual chefe do Executivo e distribuição desproporcional de conteúdos associados ao adversário.

No fim de semana, a própria Meta reconheceu a ocorrência de erros técnicos que impediram o impulsionamento de conteúdos da campanha governista e causaram instabilidade na contagem de visualizações, embora tenha negado qualquer viés em seu algoritmo. A ação também questiona o funcionamento da inteligência artificial Meta AI no WhatsApp, apontando falhas na geração de imagens associadas a nomes e números de candidatos.

Para o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, as gigantes da tecnologia têm favorecido setores da extrema direita historicamente e estariam interferindo de maneira objetiva no pleito brasileiro. A avaliação de dirigentes do Partido dos Trabalhadores é de que a coordenação de marketing e a comunicação enfrentam desafios complexos na disputa.

O cenário político também foi marcado por repercussões em torno de medidas recentes do governo. Enquanto aliados celebram vitórias legislativas como a aprovação do fim da escala de trabalho 6 por 1 no Senado, decisões executivas anteriores, a exemplo do decreto sobre apostas esportivas por medida provisória, geraram debates acalorados e cobranças internas no núcleo duro da campanha.

Diante do acirramento da corrida eleitoral para o segundo turno, a coordenação da campanha intensificou o diálogo com organismos internacionais e partidos de diversos países para relatar o que classificam como interferência externa das plataformas digitais. O partido planeja apresentar relatórios a observadores internacionais credenciados junto ao TSE e formalizar denúncias adicionais à Organização dos Estados Americanos e à Agência Nacional de Proteção de Dados.

Enquanto buscam reverter o quadro nas urnas com novas articulações políticas e ajustes na estratégia de comunicação, os interlocutores do governo reforçam a cobrança por maior rigor da Justiça Eleitoral na fiscalização das redes sociais, defendendo a lisura e a transparência do processo democrático brasileiro.

Fontes consultadas

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