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Brasil

Captura de peixes-leão em Fernando de Noronha reforça alerta ambiental

Mergulhadores retiraram 138 exemplares da espécie invasora e venenosa durante operação de manejo realizada na última semana.

Por 2 min de leitura

Captura de peixes-leão em Fernando de Noronha reforça alerta ambiental
Captura de peixes-leão em Fernando de Noronha reforça alerta ambiental

Mergulhadores capturaram 138 peixes-leão durante uma operação de manejo realizada na última quarta-feira em Fernando de Noronha. A espécie exótica é venenosa e representa uma ameaça significativa para a biodiversidade marinha local, mobilizando equipes especializadas em ações contínuas de monitoramento e controle.

De acordo com o coordenador da operação, Fernando Rodrigues, os animais foram retirados da região conhecida como Cabeço 47, situada entre o Porto de Santo Antônio e a Praia da Conceição, a uma profundidade de 47 metros. O ponto faz parte do roteiro regular de varredura e manejo estabelecido na ilha.

Segundo Rodrigues, a quantidade surpreendeu a equipe de mergulho. Em outra intervenção conduzida no início do mesmo mês, 312 exemplares haviam sido retirados na área do porto. O especialista destacou a alta capacidade de reprodução do predador e alertou que, caso o esforço de captura seja reduzido, a espécie poderá dominar a região e causar danos severos ao ecossistema.

O peixe-leão é originário da região do Indo-Pacífico e consolidou-se como uma das principais preocupações para os ambientes costeiros do Atlântico devido à ausência de predadores naturais de grande porte na costa brasileira. Um único indivíduo é capaz de consumir dezenas de peixes nativos em curto espaço de tempo, provocando um forte desequilíbrio ecológico.

A rápida expansão do predador marinho também tem exigido ações em outros estados do litoral brasileiro, como na Bahia, onde iniciativas municipais em Porto Seguro têm oferecido incentivos financeiros para pescadores locais recolherem os animais. Parte dos exemplares capturados no país tem sido destinada a universidades e instituições de pesquisa para análises científicas.

Além do impacto ambiental sobre peixes e crustáceos nativos, o peixe-leão possui espinhos que contêm neurotoxinas capazes de causar fortes dores, inchaços e outros sintomas em humanos. Por essa razão, especialistas reforçam que banhistas, mergulhadores e pescadores evitem qualquer tipo de toque ou tentativa de captura sem o treinamento e os equipamentos adequados.

A presença da espécie tem sido registrada em diversos estados do Nordeste, exigindo das autoridades e de órgãos de preservação estratégias constantes de monitoramento, especialmente em unidades de conservação marinhas e áreas de recifes, que desempenham funções vitais para a manutenção da vida marinha e para a atividade pesqueira sustentável.

Fontes consultadas

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